Business Vision

disruptivo
dis.rup.ti.vo
adj (lat disruptu+ivo) 1 Que causa ou tende a causar disrupção; que rompe.

Tenho pensado cada vez mais nos avanços tecnológicos que vemos ou ouvimos falar todos os dias. Tecnologias disruptivas, inovadoras. Mas também, tenho pensado se veremos mais tantas teconologias disruptivas ou se veremos cada vez mais o uso disruptivo das tecnologias já existentes.

Costumo citar como exemplo o Microsoft Office, pacote de ferramentas de produtividade para escritórios que estão instaladas e em uso em mais de 80% dos computadores no mundo e me arrisco a dizer que a maioria dos usuários não utiliza nem 10% dos recursos disponíveis nessas ferramentas. Outro bom exemplo são os smartphones que todo mundo quer e na maioria dos casos é absolutamente subutilizado.

Hoje temos à disposição, uma verdadeira miríade de aplicativos para os mais diversos usos, mas ainda assim acredito que em breve teremos uma utilização ainda mais efetiva desses aplicativos. Porque a meu modo de ver, são poucas as pessoas que tentam maximizar o uso dos recursos disponíveis nos dispositivos. Nos mais diversos. Da TV ao Smartphone.

Já temos gente utilizado o smartphone para fazer reportagens, para gravar entrevistas, para gravar e editar vídeos e fotos e em muitos casos o smartphone e/ou o Tablet são as únicas ferramentas de trabalho. Mas imagine se a grande massa, a maioria das pessoas conseguisse enxergar nesses equipamentos uma ferramenta para realmente ajudá-los no dia a dia. Utiliza-se muito para escrever textos curtos nas redes sociais ou nas ferramentas de Chat, como o WhatsApp. Vejo por exemplo alunos escrevendo um monte de texto, observações com caneta e papel pra depois passar a “limpo” o texto. E não estou falando somente de alunos do ensino fudamental e do colegial não.  Esses, acredito que até fazem mais uso dos recursos eletrônicos disponíveis. Só não usam mais pela absoluta falta de capacidade dos professores de procurar incentivar e até mesmo de adequar o conteúdo da aula para permitir maior uso dessas tecnologias, para engajar mais os alunos e fazer com que eles tenham mais interesse pelo conteúdo.

Vejo alunoas de curso superior gravando horas e horas de observações e transcrevendo esse material depois. Hoje já temos aplicativos e recursos disponíveis, de texto para voz e vice-versa. Com uma precisão bem razoável. Isso aumentaria bastante a produtividade. Isso a meu ver é uso “disruptivo” das tecnologias existentes.

Fico imaginando como seria a utilização de Apps para uma espécie de “cross-marketing”. Imagine um App de jogos de carros fazendo propaganda de maneira não agressiva ou mesmo invasiva de um fabricante de veículos. Não promoção, mas informação institucional, relevante, interessante que chame a atenção do usuário de forma que ele se interesse e vá ao site do fabricante. Outro exemplo de cross-marketing seria por exemplo a utilização da barra de ferramentas ou dos painéis laterais do Microsoft Outlook para veicular propaganda institucional. Mas não quero dizer simplesmente passar qualquer tipo de propaganda, mas sim a propaganda contextual e direcionada. Tento explicar. Essas ferramentas de produtividade nos escritórios são utilizadas por vezes por períodos ininterruptos de 8, 9 horas. Que tal fazer pequenas inserções de 5 segundos, com mensagens subliminares, para os usuários de uma indústria de eletrônicos sobre viagens, lugares exóticos, praias, etc. Ou sobre uma marca de roupas especificas, tudo contextual.

Por contextual digo que o usuário de Excel que utiliza a ferramenta por longos períodos, poderia receber informações financeiras ou ainda sobre cursos de especialização em finanças, diretamente na ferramenta, sem ter que necessariamente ter que abrir um browser e navegar pela Internet para ver banners de promoções e afins.

Provavelmente, o cruzamento de informações de diversas fontes utlizando o Big Data, e com mudanças na legislação, obviamente, teremos alguns desses cenários sendo explorados, como no filme Minority Report que mosta o Tom Cruise caminhando pelas ruas ou pelo shopping e tendo a sua iris lida em tempo real e recebendo ofertas que condizem com seu comportamento de consumo.

Imagino não mais do mesmo, utilizar isso para ficar enchendo o saco do usuário enviando promoções, ofertas e piscando na tela mensagens do tipo “Compre Agora!!”. Imagino conteúdo que traga informação, que chame a atgenção do interlocutor e não que encha o saco dele e o deixe com vontade de formatar o micro ou dispositivos à sua frente.

Pode até ser que já existam empresas fazendo isso e que eu esteja sem informação, mas com certeza, se o tiver é em pequena escala, porque senão estaríamos vendo isso com mais frequência, na mesa ao nosso lado, no celular do amigo, etc.

Um abraço e até o próximo post.