Month: novembro 2015

Motivação, o remédio para ir adiante!

Motivação: Torne o impossível, POSSÍVEL.

 Motivação

(do Latim movere, mover) refere-se em psicologia, em etologia e em outras ciências humanas à condição do organismo que influencia a direção (orientação para um objetivo) do comportamento. Em outras palavras é o impulso interno que leva à ação. Assim a principal questão da psicologia da motivação é “porquê o indivíduo se comporta da maneira como ele o faz?”. “O estudo da motivação comporta a busca de princípios (gerais) que nos auxiliem a compreender, por que seres humanos e animais em determinadas situações específicas escolhem, iniciam e mantém determinadas ações”

Porque MOTIVAÇÃO?

Porque não temos outra alternativa. Porque pensar negativamente não ajuda a ninguém, porque ficar reclamando do mundo, da vida, das pessoas à volta, do trânsito, não muda em nada a situação.

A única chance de mudar a situação é olhando pra frente, de maneira positiva, arregaçando as mangas e agindo.

Isso não significa que é pra ficar alienado, achando que o mundo é a colina dos Teletubies. Não é nada disso. Ouço muitas pessoas falando em ser “realistas”.

O que é ser “REALISTA”?

Ser realista é acreditar que você e somente você pode mudar o curso da sua vida ou atribuir essa responsabilidade aos seus familiares, professores, colegas de escola, colegas de trabalho, chefes, políticos, etc?

Você acredita que moisés dividiu o mar vermelho para que todo um povo atravessasse e não acredita que você pode mudar o seu destino?

Isso é ser “REALISTA”?

Não acredito que ficar o tempo todo prestando atenção e comentando da desgraça alheia, dos desmandos dos políticos e empresários, atribuindo o esforço dos outros à pura sorte, achando que quem estuda, se esforça para aprender algo novo, esta perdendo seu tempo porque não vale a pena, possa ajudá-lo de alguma forma a mudar qualquer coisa na sua vida.

Isso não quer dizer que você não deva prestar atenção e ficar ligado no que acontece no mercado, com a economia, politica, etc., você só não deve deixar isso conduzir a sua vida.

Por exemplo, sei que a inflação está alta e vai subir mais ainda, sei que o desemprego está alto e vai aumentar mais ainda, sei que os juros básicos da economia estão altos e vão aumentar mais ainda, mas não posso deixar isso conduzir minha vida. Não posso de forma alguma deixar isso ocupar minha mente a maior parte do dia, deixando uma nuvem negra sobre a minha cabeça e me impedindo de ver as coisas possíveis de serem realizadas, não posso deixar isso me impedir de ver as possibilidades aos invés das limitações. Posso e devo estar a par dessas interpéries para poder direcionar minhas ações de maneira positiva e ser mais efetivo em tudo o que faço, para poder direcionar meus esforços de maneira correta. Embora Eu saiba de tudo isso e do que está acontecendo à minha volta, não tenho qualquer influência sobre isso, ou seja:

– Não consigo mudar a inflação;

– Não consigo mudar a taxa SELIC;

– Não consigo mudar os políticos corruptos;

– Não consigo reduzir as taxas de desemprego;

Saber de tudo isso e acompanhar o desfecho me ajuda no máximo a decidir melhor como votar nas próximas eleições, no máximo.

O que consigo mudar com certeza e como me preparo para os desafios do mercado de trabalho, como melhoro e desenvolvo novas habilidades todos os dias, como fazer mais e melhor o meu trabalho, como administrar melhor o dinheiro que estou ganhando, perante os fatos listados acima, como garantir que numa competição por uma vaga no mercado estarei em condições de disputar com gente melhor preparada, com profissionais que se esforçam para se diferenciar. Consigo manter minha mente e corpo preparados para lutar pelo que quero e pelo que preciso. Essa é a minha zona de influência, onde ponho o meu foco, física e mentalmente. O que faço é colocar foco e esforço para transformar isso em motivação, para fazer mais e melhor.

Essas são as minhas estratégias para encarar o momento de crise pelo qual o mercado passa, independente da crise ser política ou financeira. Cada um tem que achar seu jeito, desenvolver suas próprias estratégias, sua forma de olhar o mundo e de lutar contra as adversidades. Não estou dizendo que é fácil. Não é. Até porque estamos habituados, porque aprendemos desde cedo que praticamente tudo que acontece conosco é consequência das ações de outras pessoas, de Deus, dos políticos, da economia mundial, etc.

Aprendemos isso e é difícil deixar de lado esse estado mental e se esforçar, genuinamente, para se tornar uma pessoa melhor, um profissional melhor.

Preste sempre atenção a sua volta e verá que em todos os campos profissionais tem um monte de gente à sua volta reclamando da vida e outros na mesma profissão, no mesmo nicho de mercado, prosperando, indo em frente. Você verá pedreiros, marceneiros, pintores, advogados, contadores, reclamando que estão sem trabalho e outros felizes falando que tem mais trabalho do que conseguem executar. Olhe a sua volta e certamente você verá isso, continuamente. Pergunte-se porque e como isso acontece. Pergunte a esses profissionais, empresários, quais são as estratégias deles, como eles conseguem fazer dar certo enquanto tanta gente em volta não consegue. Crie sua própria estratégia.

Eu tenho várias formas de buscar motivação, seja assistindo videos ou lendo histórias de superação, histórias motivadoras, discursos famosos de grandes líderes, estudando técnicas de como manter o foco mental no que quero realizar ao invés do que não quero, enfim, como diz o ditado popular, “dou meus pulos”, para me manter acreditando e fazendo as coisas de maneira positiva, assertiva.

Sempre que me sinto cansado, querendo desistir, lembro de uma frase proferida por Jonh F. Kennedy, quando lançou o desafio para que os EUA enviassem uma nave/foguete tripulado à lua em uma década:

Faremos isso não porque é fácil, mas porque é difícil!

Dentre outras coisas, isso me ajuda a respirar fundo e olhar pra frente, sempre pra frente, buscando fazer o melhor, dar o melhor de mim.

Encontre sua própria forma de motivação, de pensar positivo, de olhar pra frente e fazer as coisas acontecerem.

Um abraço e até o próximo post

Em tempos de crise, Resiliência.

Para tempos de crise: Resiliência!

Física – Resiliência ou resiliência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns sub-materiais, de acumular energia, quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura. Após a tensão cessar poderá ou não haver uma deformação residual causada pela histerese do material – como um elástico ou uma vara de salto em altura, que verga-se até um certo limite sem se quebrar e depois retorna à forma original dissipando a energia acumulada e lançando o atleta para o alto.

Psicologia – A resiliência é um aspecto psicológico, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque, estresse etc. – sem entrar em surto psicológico.

Resiliência

É um termo que o mundo corporativo, ou seja, os gurus de negócios, pegaram emprestado da física e da psicologia para definir aqueles profissionais que tem a capacidade de suportar alta pressão, de suportar adversidades no ambiente corporativo e no mercado, sem entrar em parafuso (se abalar física e/ou emocionalmente) e melhor ainda, sem colocar o time ou as equipes que trabalham juntos, em parafuso. Descrevendo assim, parece ser algo plausível para alguns poucos seres humanos, os iluminados. Certo?

Existem diversos artigos muito bem escritos na Internet sobre o tema, abordando-o do ponto de vista psicológico, da Física, Biologia, Administração e assim por diante. Não pretendo aqui de maneira alguma, competir com esses textos escritos, a maioria deles por profissionais especializados, com formação específica, etc. Estou trazendo o tema a tona em função do ambiente em que vivemos atualmente, que parece uma permanente panela de pressão em ebulição, sempre prestes a explodir.

Durante períodos de crise, é comum surgirem os “tiranos” nos escritórios. Aqueles profissionais que, seja cumprindo ordens, seja por perfil, gostam de infernizar a vida dos outros no ambiente de trabalho. Seja cobrando de maneira desmedida, seja falando com ironia, seja sendo sarcástico, seja falando de maneira inadequada, esses profissionais costumam tornar a vida dos outros, um verdadeiro inferno. Alguns profissionais, tem a capacidade de absorver essas demandas, protegendo o time e procurando não se deixar abalar ou ser afetado por isso.

Os profissionais que tem a capacidade, de suportar esse tipo de adversidade, seja durante os períodos de crise, seja no dia a dia, geralmente trabalham muito bem, diversas outras características de liderança, tais como:

Paciência, tolerância, compreensão, perdão, fé e por fim, sabedoria.

Para atingir esse nível de maturidade, muito mais do que experiência, requer muito autoconhecimento, estudo, um aprendizado constante com os próprios erros e uma observação constante do que acontece a sua volta. Requer altos níveis de flexibilidade e adaptação ao ambiente em que se trabalha e porque não, se vive. A maioria das pessoas não consegue conviver muito bem com isso, e aí, os níveis de stress vão para a estratosfera, causando sérios problemas de saúde, relacionamentos e frustração.

Mas, em momentos de crise como o que estamos vivendo, faz-se necessário mais e mais, o desenvolvimento e a prática dessa habilidade/característica. Em momentos como esse é que vemos “aflorar” a tirania no ambiente de trabalho e o clima de terror geralmente se instaura. Vê-se pelos corredores das empresas, pessoas tensas, com a sensação constante de que vão ser demitidas, olhando as notícias ruins na mídia e apavoradas por essa sensação de medo/stress constante. É exatamente nesse tipo de cenário que se sobressaem as pessoas que tem autocontrole e autoconhecimento, que conseguem fazer uma análise menos alarmante da situação, que conseguem manter o otimismo olhando a situação como um todo, buscando as oportunidades que ela traz, e sempre traz, ao invés de olhar para as limitações.

O desenvolvimento de características como a resiliência, conforme citado acima, requer também o conhecimento/pratica de diversas outras habilidades. Mas, obviamente, devemos começar por uma. Pode ser aquela com a qual mais nos identificamos. Minha sugestão: Comece praticando a GRATIDÃO, diariamente.

Agradecer diariamente pelo que somos, temos, pela família, trabalho, vida, etc., começa a ficar mais fácil perdoar. Muitas vezes o exercício do PERDÃO é para nós mesmos, porque estamos habituados a nos culpar, porque foi assim que aprendemos, foi assim que fomos criados.

Quando aprendemos a perdoar, tanto a nós quanto aos outros, começamos a falar de responsabilidade ao invés de culpa e, acredite, a diferença é brutal. Quando se começa a praticar gratidão e perdão, sentimentos que parecem triviais e tão simples, mas não são, começamos a criara uma “camada”, uma “segunda pele” de proteção contra o negativismo, contra o pessimismo e consequentemente, contra a tirania. Com essas práticas, fica mais fácil ser flexível, envergar com a pressão e depois voltar ao estado natural e não se deixar levar e nem vencer pelas interpéries.

Vejo pessoas criticando a psicologia positiva, mas a meu ver ela é infinitamente melhor do que a psicologia do negativismo, que vê tudo com pessimismo, que traz desmotivação, e essas, definitivamente, não são características que vão ajudar ninguém a se tornar resiliente. Lembre-se que os jornais vivem de lhe “vender” notícias e não para lhe trazer informações. Cada telejornal dá a notícia do jeito que lhe convém, da forma que chame mais a atenção, como entretenimento. Claro, que existem jornais, programas de TV e revistas sérios, mas são raros e até por essa razão, não são os mais populares.

A resiliência quando desenvolvida, é aplicada na verdade em todas as áreas da vida, pois te dá a consciência, a compreensão e a flexibilidade necessárias para lidar com situações cotidianas e não só com situações do trabalho.

Faça regularmente uma autoanalise, pratique o autoconhecimento, procure sempre melhorar seus conhecimentos e habilidades. Isso te dará auto-confiança, melhora a auto-estima e te deixa menos vulnerável aos tiranos.

Segundo Darwin, quem vence não é o mais forte, nem o mais inteligente, mas sim o que melhor se adapta. Acredito que essa descrição se encaixa muito bem no contexto descrito acima.

Abraços e até o próximo post.

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