Category: Responsabildade

Fazer aquilo que AMA ou AMAR aquilo que faz?

AMAR aquilo que faz!

AMAR aquilo que faz!

Leio muitos textos e livros de gurus e especialistas de RH, psicólogos, Headhunters, etc. e é quase unanimidade entre esses especialistas que para atingir a felicidade no campo profissional, tem-se que trabalhar com aquilo que AMA fazer.

Andei me questionando sobre isso!

Será mesmo?

Comecei a observar as pessoas e as coisas comuns à minha volta e…mais questionamentos!

Comecei a me perguntar coisas como:

Fazer aquilo que AMA ou AMAR aquilo que faz?

Será que as mães AMAM limpar banheiro, lavar roupa suja, lavar uma pia cheia de louça?

Será que os garis AMAM de verdade correr em média 30Km por dia, recolhendo lixo e correndo riscos de contaminação de toda espécie?

Será mesmo que aqueles que se dedicam a cuidar de pessoas nas ruas, por vezes correndo perigo de vida, realmente AMAM estar por ai na madrugada, por vezes passando muito frio, vendo o sofrimento dos outros, quando podiam estar com a família, no conforto de suas casas?

Acho que acredito mais que essas pessoas devem AMAR aquilo que fazem, independente de isso ser aquilo que elas AMAM fazer!

Nós sabemos perfeitamente, sem que ninguém nos diga, quando foi a mãe ou esposa que limpou a casa ou arrumou a roupa no guarda roupa e quando foi outra pessoa.

Isso significa:

AMAR aquilo que faz!

Acredito que os atletas, como os jogadores de futebol por exemplo, AMAM jogar bola, aquele momento que estão em campo, com a torcida gritando, deve ser emocionante, mas, duvido que eles amem o PROCESSO para estar ali. Treinar todos os dias, ter o sono regrado e controlado, alimentação regrada e controlada, os finais de semana longe da família, as críticas da imprensa e da torcida, etc….

A meu ver, só alcançam a glória aqueles que fazem toda a parte ruim com MUITO AMOR, se aperfeiçoam e ai sim, podem curtir o momento de glória, quando estão dentro de campo, colhendo os frutos de todos os momentos dos quais não gostaram, mas fizeram assim mesmo.

E sabem que gostando ou não, tem que fazer bem feito, dar o seu melhor, se quiserem estar em campo com os demais.

AMAR aquilo que faz!

Tem uma das frases do Muhammad Ali que gosto muito, que diz o seguinte:

“Odiei cada segundo de treino, mas disse a mim mesmo: Não desista! Sofra agora e viva o resto da vida como campeão”

Pra mim está claro que ele “AMAVA” o momento de estar no ringue, disputando um cinturão, com o mundo todo olhando e com todas as expectativas sobre ele, mas….ele simplesmente ODIAVA o processo para chegar ali.

Não tinha outro jeito e ele sabia disso!

Para estar onde ele AMAVA e fazendo aquilo que AMAVA (Disputar Títulos), ele precisava colocar AMOR no resto do processo.

Quando falo aqui de colocar AMOR, não estou falando só de sentimento. Estou falando de mostrar vontade, de colocar a mente, o coração e o corpo naquilo que se está fazendo.

Só assim temos chance de dar o nosso melhor!

As vezes acho que as pessoas simplesmente “passam” pela vida porque estão esperando encontrara aquilo que AMAM fazer para dar o seu melhor. E como nunca encontram, vivem frustradas, achando que o mundo é injusto, que a vida é injusta, etc.

Acredito realmente que as pessoas que alcançam sucesso na vida, traçam um objetivo e colocam tudo nisso: AMOR, CORAÇÃO, CORPO, as ENTRANHAS se for preciso, até atingirem seu objetivo.

Esse é o segredo:

AMAR aquilo que faz!

Cristiano Ronaldo, um dos melhores jogadores do mundo na atualidade, ano passado disse a seguinte frase:

“Quando eu me aposentar, vou viver como um REI! Até lá, sou um atleta!”

Fantástico não?

Sabe porque ele fala isso?

Simples, ele se cuida mais do que a maioria dos atletas de alto nível. Mesmo quando sai de férias, ele leva um nutricionista e um preparador físico com ele. Por isso, está sempre em excelente forma. Dizem os especialistas que ele pode jogar em altíssimo nível até os 37, 38 anos de idade.

Isso é fenomenal!

Acredito que aqueles que colocam AMOR NO QUE FAZEM, quando menos esperam, quase sem perceber, se encontram fazendo AQUILO QUE AMAM!

Dá uma olhada nesse vídeo que gravei sobre o tema também…

https://youtu.be/1-8-0NrFIs8

Um abraço e até o próximo post.

Sobre escolhas, decisões e responsabilidades

Escolhas e decisões

Sobre escolhas e decisões…

Morpheus: – “Infelizmente, é impossível dizer o que é Matrix. Você tem de ver por si mesmo. Esta é sua ultima chance. Depois não há como voltar. Se tomar a pílula azul…a historia acaba, e você acordará na sua cama acreditando no que quiser acreditar. Se tomar a pílula vermelha ficará no País das Maravilhas e eu te mostrarei até onde vai a toca do coelho. Lembre-se, tudo que ofereço é a verdade. Nada mais.”

A foto e o parágrafo acima, referem-se ao filme Matrix de 1998, onde Morpheus(Lawrence Fishburne) explica ao Neo(Keanu Reeves), sobre escolher entre a pílula azul ou a vermelha.

Escolhas e decisões

Essa semana, particularmente estive pensando em como nossas escolhas e decisões, pequenas ou grandes, certas ou erradas, afetam nosso julgamento das situações.

Algumas semanas atrás, estava eu, com voo marcado para Brasilia, saindo de São Paulo as 09:00hs. Então, decidi que não iria de carro até o aeroporto porque o trânsito estava muito “pesado”.

Ai começa a minha aventura…

Decidi que iria de táxi pela facilidade de poder pegar o corredor de ônibus e quem sabe, evitar o trânsito mais pesado no caminho até o aeroporto.

Chamei o táxi pelo aplicativo e recebi confirmação de que o motorista chegaria em 8 minutos. Resolvi checar aonde estava o motorista e percebi que de onde ele estava vindo, dificilmente ele estaria no local em 8 minutos, considerando que já eram 8 horas…

“BAD CHOICE”…

Cancelei o Táxi e chamei um Uber.

3 minutos até o local, dizia o aplicativo. Fiquei aguardando e só para variar, sinal a operadora, sumiu e com isso veio ainda mais expectativa, stress e desespero.

O motorista demorou pelo menos 15 minutos para chegar e percebi que ele estava perdido.

Pelo horário, eu também.

Para tornar curta uma história longa, perdí meu voo ainda no caminho para o aeroporto e ao ligar para a companhia aérea me disseram que o próximo voo deles para Brasilia, seria as 12:40.

Tinha reunião agendada com cliente as 14:30.

Fiquei bastante tenso com a situação, porque tinha a expectativa de aproveitar mais o tempo lá em Brasilia e visitar outros clientes, o stress chegou no ápice, de tal modo que eu quase não respirava direito.

Então, chateado, respirei fundo e me perguntei:

Porque estou nervoso se EU fiz as escolhas e tomei as decisões que me levaram a essa situação?

Fazemos dezenas de escolhas e tomamos dezenas de decisões todos os dias.

Escolhemos ir a algum lugar ou não, tomar água ou não, comer comida saudável ou gordurosa, nos exercitar ou curtir a preguiça em frente à TV e aproveitar o prazer imediato que isso nos dá.

Escolhemos estudar ou ocupar nosso tempo com algo que não nos traz nenhum retorno, escolhemos ficar reclamando da empresa onde trabalhamos ou buscarmos nos tornar melhores no que fazemos, etc, etc, etc.

O fato e que fazemos centenas de escolhas e tomamos muitas decisões a todo momento. Algumas conscientes outras nem tanto, decisões boas ou ruins, enfim…escolhas e decisões.

Assumir as consequências…

O grande problema é que a maioria das pessoas não quer assumir as consequências pelas suas escolhas e decisões.

Geralmente o que acontece é o seguinte:

Quando fazemos uma escolha acertada ou tomamos uma decisão boa, corremos para a galera para falar que já sabiamos que ia ser assim.

É comum corrermos para proclamar e ganhar os louros pelos nossos acertos.
Quando acontece o contrario, o primeiro ato é procurar o culpado pelas nossas ações e decisões, começando por Deus…

A questão é que enquanto não assumirmos o controle, a responsabilidade pelas consequências das nossas ações e decisões, parece que estamos terceirizando o controle de nossas vidas e portanto…

Não temos clareza do caminho a seguir, estamos sempre atribuindo nossos próximos passos a terceiros ou situações externas a nós.

É claro que as condições externas podem influenciar nossas escolhas e decisões, mas, é importante ter consciência que ainda assim, foi nossa escolha e nossa decisão que nos levou a determinada situação, boa ou ruim.

A partir do momento que tomamos consciência das nossas escolhas e assumimos a responsabilidade por nossas decisões, passamos a ter mais clareza, mais autonomia e determinamos melhor o rumo da nossa vida, quais passos damos e o porque.

Senso comum…

Parece mais fácil simplesmente terceirizar as escolhas e decisões difíceis, mas é porque faz parte do senso comum que o mundo nos deve algo, que alguém tem que ser responsável pelo que acontece conosco, não é mesmo?

Mas sabemos que o senso comum, nem sempre é prática comum.

Sabemos que deveríamos ser mais gentis e nem sempre somos, que devemos agir de maneira imparcial e nem sempre agimos, que deveriamos nos alimentar de maneira correta e sadia, e nem sempre fazemos…

Enfim…o senso comum quase nunca é prática comum, a não ser nos casos que em nos é conveniente.

Responsabilidade pelas escolhas e decisões…

No meu caso, eu decidi tomar as rédeas da situação e assumir a responsabilidade pelas minhas escolhas.

Entendi que se eu perdesse a reunião agendada com o cliente, seria exatamente por causa das minhas escolhas e decisões e o mundo, o universo, o taxista, o motorista do Uber, a atendente da companhia aérea, não tinham absolutamente nada a ver com isso.

Digo o mesmo para você:

A partir do momento que você decidir assumir a responsabilidade pelas suas escolhas e decisões e parar de tentar culpar ou responsabilizar o mundo, o vento, o tempo, o que quer que seja, você se verá tomando de volta o controle da sua vida e consequentemente verá um mundo de oportunidades se abrindo á sua frente.

Então meu amigo, assuma a responsabilidade pelos seus atos, pelas suas escolhas e decisões, tome de volta o controle da sua vida e você verá a oportunidade de transformar não somente a sua vida, mas o universo à sua volta.

Um abraço e até o próximo post.

Perseverar para realizar sonhos, objetivos e metas

Perseverar

Perseverar é a chave para atingir seus sonhos!

Perseverar, persistir são quase palavras de ordem nos dias atuais.

Vivemos num mundo onde tudo é efêmero, passa muito rápido, acaba muito rápido, não tem valor.

Todo mundo quer ficar milionário sem fazer força, sem perseverar, ganhar na loteria sem jogar e como diz a música, fazer o milésimo gol, sentado na mesa de um bar.

Em função disso, vemos as pessoas pulando de uma coisa para outra e procurando explicações para isso.

Quase ninguém tem ou quer ter a coragem de perseverar, de persistir, com foco no objetivo, até alcançá-lo.

Isso cansa e é chato, deixa eu buscar uma fórmula rápida no Youtube ou no Google.

Queremos sempre o máximo prazer e conforto, sem esforço.

Sempre que me pego pensando em alguma situação em que se tem que persistir, perseverar, ter força de vontade, perseguir incansavelmente o objetivo, me vem a mente um desenho que assisti muito e que muita gente assiste ainda hoje.

Papa-léguas.

No desenho, o coiote persegue incansável e infinitamente o papa-léguas, como se não existisse nada mais no universo.

Ele se ferra direto, cai de precipícios, é atropelado por trens, por pedras, bigorna na cabeça, etc.

Ele não desiste nunca.

Caiu, bateu, se ferrou, na próxima cena está ele lá com um sorriso malicioso no rosto e traçando a proxima estratégia para capturar o seu alvo e atingir seu objetivo.

Como o coiote, também devemos persistir.

Claro que devemos utilizar inteligência intelectual e emocional para planejar e executar melhor do que ele, até porque, ele é incansável e imortal. É um personagem de desenho animado.

Temos que tomar muito cuidado para distinguir o que é persistência do que é teimosia.

Persistência é o que o coiote faz. Ele traça diferentes estratégias, busca diferentes caminhos, mas continua perseguindo o mesmo objetivo.

Teimosia é fazer a mesma coisa repetidas vezes, do mesmo jeito, nos mesmos cenários, com as mesmas pessoas e querer obter resultados diferentes.

Isso é TEIMOSIA. Isso é INSISTIR no erro.

Se você está executando algum projeto de vida, seja de educação, seja você um empreendedor corporativo ou está nesse momento cheio de energia e criando seu proprio negócio, PERSISTA.

Busque diferentes caminhos, tenha um plano e execute.

Falhou?

Senta novamente e volta para a prancheta. Veja o que falhou e o que você poderia ter feito melhor, diferente, de maneira mais eficiente, eficaz.

Procure quem já empreendeu nessa área, chame para tomar um café, pergunte, peça orientação, tente aprender com os erros dele.

Procure fazer parte de grupos que tenham interesses parecidos com os seus. Procure um mentor.

Porque é importante tem um mentor?

Imagine que Oprah Winfrey, Tiger Woods, Michael Jordan, todos tem mentores. Se pessoas que conseguiram atingir um nível tão alto de performance tem um mentor, porque você não teria?

Busque as estratégias corretas, envolva as pessoas corretas e necessárias, reveja seus planos e PERSISTA, persiga seu objetivo até atingi-lo.

Com isso, você não só sentirá um nível de satisfação enorme, como desenvolverá a inteligência emocional necessária para superar quaisquer obstáculos que venham a surgir na sua frente.

Um abraço e até o próximo post.

Qual o tamanho REAL dos seus PROBLEMAS?

Qual o tamanho REAL dos seus problemas?

Qual o tamanho REAL dos seus problemas?

Essa é uma pergunta que me faço com frequência.

Será que estou dando a dimensão correta, o tamanho real aos meus problemas?

As vezes pegamos pequenos fatos, acontecimentos do dia a dia, como um olhar, uma frase dita de uma maneira mais rude, uma palavra pronunciada de uma forma mais grosseira e já colocamos uma enorme carga de emoções negativas em cima disso, ficamos magoados, tristes, afetando nosso dia e o das pessoas à nossa volta.

Por vezes, pegamos um fato absolutamente simples e corriqueiro e o transformamos em PROBLEMA.

Ninguém está imune a isso!

Uma vez que somos humanos e de vez em quando estamos com as “defesas” em baixa, com baixa maturidade emocional e isso nos atinge em cheio.

Não estamos imunes, mas podemos trabalhar, tanto a inteligência intelectual quanto a emocional, para que possamos tratar melhor isso.

Na verdade, devemos tratar de forma que possamos escolher se isso nos afeta, como e quando.

NÃO dê esse PODER aos OUTROS!

Esse é um poder só SEU!

E, nesse caso, dê a esse poder o tamanho real e não ao seu suposto problema.

Não é fácil, mas acredite, não só é possível, como é absolutamente compensador.

Tem 2 frases, atribuídas a um pastor americano que gosto muito de lembrar sempre que me surge um problema:

1 – Se você tem algum problema que o homem ou o dinheiro podem resolver, você não tem nenhum problema.
2 – Se o seu problema não tem solução, então não é um problema. Você não precisa se preocupar.

PROBLEMA, presume-se algo a ser resolvido.

Muitos especialistas em neurolinguística falam que o problema em si só se torna um problema, dependendo da importância que você dá para ele.

As vezes, tenho a sensação de que algumas pessoas à minha volta, literalmente se “apegam” aos seus problemas, como se tivessem um “caso de amor”, como se estivessem “In love” com eles.

Além de não resolver, sempre que tem oportunidade, ficam revivendo, relembrando, contando novamente para qualquer pessoa que esteja disposta a ouvir suas mazelas, numa espécie de autoflagelo, auto piedade, esperando pelos afagos e pela piedade dos outros.

Problemas existem para todos e tem que ser resolvidos, senão vão consumindo energia, vida, vitalidade.

Desapegue!

Resolva seus problemas, TERMINE de uma vez por todas seu caso de amor por eles.

Preste bastante atenção no tamanho e na importância que você tem atribuído à esses pequenos fatos, pequenas coisas cotidianas e se você não está efetivamente tornando-os, problemas.

É importante desenvolver a inteligência emocional e a maturidade necessárias para que você possa escolher o que pode lhe afetar, quando e como.

Não dê esse poder aos outros. Esse poder é seu!

Se você tem realmente um problema e acha que o fardo está grande, pesado demais, utilize uma técnica muito utilizada na gestão de projetos:

Fatie o problema em problemas menores, mais fáceis de resolver e vá trabalhando em cada um dos pontos separadamente até finalizar.

Dessa forma, você vai alcançando pequenas vitórias, se fortalecendo emocionalmente, verá o seu problema diminuir de tamanho/importância e quando menos esperar, ele está resolvido.

Então, na sequência, minhas dicas para você são:

1 – Não dê aos outros o poder de atingi-lo, afetá-lo emocionalmente. Desenvolva inteligência/maturidade emocional para escolher o que pode te afetar.

2 – Termine de uma vez o caso de amor com seus problemas. Resolva-os!

3 – Se seu problema realmente existe e é grande, fatie-o em problemas menores que ficará mais fácil de ter uma visão do todo e resolver, ok?

Dá um pouquinho de trabalho, leva tempo, mas posso te garantir que vai valer a pena.

Com isso, você terá uma vida mais feliz e saudável.

Um abraço e até o próximo post.

Responsabilidade ou culpa: como você lida com suas falhas?

Culpa ou Responsabilidade?

Culpa ou responsabilidade: Como você encara suas falhas?

Quero falar sobre 2 sentimentos que acessamos quase que diariamente em diversas situações cotidianas e em diversas áreas da nossa vida profissional, familiar, pessoal, etc.

Esse texto é sobre CULPA, RESPONSABILIDADE, que tipo de influência esses sentimentos têm na nossa energia, entusiasmo e autoestima e ainda, o que a forma como nos comunicamos tem a ver com eles.

Se estudarmos um pouco sobre a história da humanidade veremos que o ser humano aprendeu desde muito cedo a “terceirizar” suas responsabilidades, sonhos, desejos, etc., para seus Deuses, deidades, etc.

Num país como o nosso em que a população é majoritariamente cristã, o mais comum é transferirmos nossos desejos, nossos sonhos e responsabilidades para Deus.

Outro dia me enviaram um vídeo por WhatsApp, de uma menina de 7 ou 8 anos, colocando a culpa em Deus, por ela não lembrar nada da matéria que ela havia estudado 2 dias antes.

É comum de vez em quando nos pegarmos falando frases como as listadas abaixo e por muitas vezes, pessoas à nossa volta, fazendo o mesmo.

“Se Deus quiser vou ganhar na mega-sena e ficar rico!”

“Se Deus quiser, vou passar de ano!”

“Se Deus quiser, esse ano, troco de carro!”

“Se Deus quiser, esse ano, quito a minha casa!”

Acredito que todos nós, pelo menos uma vez na vida já pronunciamos alguma das frases acima.

Para alguns, elas são apenas “força de expressão“, mas para a maioria, elas se tornaram um modo de vida. É fácil perceber quando é transferência e quando não é. Basta verificar que quando o resultado não vem, normalmente se ouve algo do tipo:

“Não aconteceu porque Deus não quis!”

“Deus não permitiu que acontecesse dessa forma. Quem sabe da próxima vez!”

Além de transferir nossos sonhos e desejos para Deus, também cultivamos, muitas vezes o péssimo hábito de atribuir CULPA a terceiros, pelas nossas falhas.

Certamente, e digo isso sem quase nenhuma sombra de dúvidas, você já viu alguém conhecido falando alguma das frases abaixo mais de uma vez e provavelmente você também já fez uso de alguma delas:

demissão: “A culpa foi do meu chefe, que não gostava de mim, não entendia meu trabalho!”

estudo: “A culpa foi do professor de matemática…ele não explicava direito a matéria…”

Infração: “Foi o filho da mãe do guarda de trânsito que me multou…nunca tinha ninguém lá…como é que eu ia saber?”

“A culpa é do governo, do mercado financeiro, da alta do dólar, do desemprego, da crise…etc…etc…etc…”

Se identificou com alguma situação acima?

Se você fizer um exame de consciência, certamente vai identificar mais de uma  situação em que você fez uso desses recursos, tanto o de terceirizar sonhos e responsabilidades, quanto o de culpar terceiros pelas suas falhas.

Minha intenção com o texto, não é ser didático nem técnico, até mesmo porque não tenho formação nessa área, mas sim, mostrar como pequenas coisas e a importância que damos a elas, podem influenciar no nosso estado de espirito, motivação, energia e entusiasmo.

Vamos começar identificando as principais diferenças entre CULPA e RESPONSABILIDADE.

A palavra CULPA, na sua própria pronuncia, remete a acusação, castigo, quase que um crime.
Remete a passividade ou impossibilidade de tomar ação, de resolver a situação. Quando nos atribuímos CULPA, além de sofrermos com isso, por ser um sentimento carregado de muita emoção negativa, é como se estivéssemos nos declarando vítimas da situação, por nos acharmos incapazes de tomar qualquer ação para reverter a situação ou resultado atual, não acreditamos e não confiamos em nos mesmos e por isso, assumimos essa posição. Não há mais o que fazer. Vamos conviver com isso. Tenha dó de mim.

Quando assumimos a responsabilidade por algo, a situação é bem diferente.

RESPONSABILIDADE remete a empoderamento, confiança, ação, futuro. Quando você assume a responsabilidade por algo, é como se batesse no peito e falasse: Isso é minha responsabilidade!

É como se estivesse falando: ocorreu um problema, nessa situação, nessas circunstâncias, mas confie em mim que tenho a capacidade para resolver, para reverter a situação!

Quando atribuímos CULPA a um terceiro, geralmente estamos com expressão fechada, apontando o dedo, claramente configurando uma acusação. A CULPA disso é SUA!

Quando atribuímos RESPONSABILIDADE, ao invés de apontarmos o dedo acusando, geralmente damos um tapa no ombro ou simplesmente falamos: Isso é sua RESPONSABILIDADE!

É como se estivéssemos falando: Ok, seu que houveram problemas aqui, nessas circunstâncias, mas eu confio que você tem a capacidade para resolver a situação, para reverter o quadro.

Essas são as diferenças básicas entre CULPA e RESPONSABILIDADE.

O Primeiro remete a passividade, passado, incapacidade de resolver e o outro remete a empoderamento, confiança, atividade, ação, solução, futuro.

E o que nossa forma de se comunicar tem a ver com isso?

Muito!

Está diretamente ligado à forma como estamos comunicando o problema pra nós ou para outros.

Qual a carga de emoção que estamos colocando nessa comunicação, nossa expressão facial, corporal, respiração, etc.

Especialistas dizem que somente 15% da nossa comunicação é verbal. Os outros 85% são a percepção do que nossa expressão corporal, facial, nossos gestos, respiração, olhar, tom e timbre de voz, estão realmente falando.

Por isso, as vezes temos a impressão de estarmos falando com alguem e pessoa aparentemente não estar nos ouvindo, entendendo o que estamos falando.

Isso pode ser verdade!

Pode ser que o que você está verbalizando não condiz com o que o seu corpo, sua respiração, seu olhar, estão transmitindo.

Preste um pouco mais de atenção na sua forma de comunicação e você irá perceber isso. Isso faz parte do exercício do autoconhecimento, da busca pela evolução, melhoria.

Se você cometeu alguma falha e está se sentindo culpado, substitua imediatamente isso por RESPONSABILIDADE!

CULPA é um sentimento ruim, que remete a acusação, mágoa, rancor. Enquanto que responsabilidade, remete à possibilidade, ação, empoderamento, força.

Torne-se responsável pelos seus atos, atitudes, pela sua vida e você verá todo um mundo novo de possibilidades surgir à sua frente. Porque quando você fizer isso, você terá mudado sua forma de sentir, de pensar e consequentemente, sua forma de agir.

Um abraço e até o próximo post.

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