Category: Ensino

Sobre aprendizado e experiência

Sobre ser um eterno aprendiz…

Estou constantemente buscando aprender coisas novas. É uma necessidade.

Se não faço isso, é como se estivesse em período de abstinência.

Fico preocupado.

Uma das formas de aprendizado que adotei, foi a leitura diária.

Primeiro estabeleci a meta de ler pelo menos 1 livro por mês, depois 2 e assim por diante.

No ano de 2016 li 22 livros. Dei uma arrefecida em Dezembro e não cumpri a meta de ler 2 livros por mês. Mas sou um leitor quase que compulsivo.

No comecinho do ano, comecei a repensar se estou sendo efetivo na utilização/aplicação dessa forma de aprendizado e me veio à mente uma conversa que presenciei a muitos anos atrás…

Trabalhei numa empresa onde a direção se preocupava e estimulava as pessoas a aprender mais, desenvolver novas habilidades, a se reinventar, pensar fora da caixa…

Um dia presenciei uma reação um pouco incomum no escritório…

Isso me fez ligar algo como um alerta máximo…#DEFCON 3…hahahaha…como nos filmes de espionagem…

2 profissionais experientes estavam discutindo sobre um projeto e um discordou do outro. O mais velho falou algo do tipo:

“O que você está pensando?”
“Tenho 20 anos de experiência nessa área!”

O outro respondeu com a seguinte pergunta:

“20 anos de experiência ou 20 vezes o mesmo ano de experiência?”

Claramente o profissional “mais experiente” estava rejeitando uma nova ideia, sem simplesmente analisar, pelo simples fato de verdadeiramente acreditar que pelo tempo em que ele trabalhava na área, ele sabia mais e portanto, sua experiência, falava mais alto.

Passei e me questionar sobre isso. Sobre o meu conhecimento e sobre a experiência que eu achava que tinha na época e que invariavelmente, nos vem à mente, como se fosse uma tábua de salvação…

Tenho experiência nisso…

Imaginemos agora os profissionais da indústria financeira que ficaram tantos anos oferecendo sempre mais do mesmo e agora estão buscando se reinventar em função das FINTECHS, as empresas de tecnologia que embora sejam muito menores que os bancos, oferecem serviços financeiros diferenciados, por valores menores e muitas vezes, de graça. Isso mesmo, de GRAÇA!

Vide Nubank…

Vejam as industrias Hoteleira e automobilística tendo que se reinventar, em função de AirBnb e Uber, respectivamente…

Devemos constantemente nos questionar se estamos utilizando sabiamente os recursos que temos.

Devemos nos questionar se estamos tirando algum proveito, usando de forma efetiva o nosso aprendizado e experiência.

Como aplicarmos o aprendizado adquirido durante anos de trabalho em diferentes empresas no seu contexto atual?

Não estou falando somente do aprendizado profissional, do pessoal também…

Estamos quase sempre buscando mais e mais sem muitas vezes sequer nos darmos conta do que já temos e que na maioria das vezes, nem usamos…

Isso acontece com bens materiais, com nosso conhecimento, com nossos relacionamentos, enfim…

Por isso, devemos fazer periodicamente um “inventário” daquilo que temos, do que usamos e do que não…

É necessário que façamos uma limpeza periódica daquilo que não usamos, para que possamos abrir espaço para novas coisas, novas ideias, novas experiências e porque não, um nova vida, um novo você..

Um abraço e até o próximo post!

Você sabe o que significa aprender?

Você sabe o que significa aprender?

O que significa aprender?

Significa “Não prender”, deixar o velho ir embora, estar aberto ao novo…

Absorver informação, não necessariamente significa aprender.

Vejo muita gente falando de fazer cursos, MBA’s, participar de seminários, só para poder fazer constar no currículo, para ter mais títulos, mais status, enfim…

A real questão é:

Você está aprendendo alguma coisa com isso?

Realmente?

O segundo ponto é:

Se está aprendendo, o que você está aprendendo é relevante pra você, para sua carreira, para a sua vida?

Ou é somente algo que você está fazendo porque está “em alta” e porque todo mundo do mercado, quem trabalha nas empresa X, Y e Z estão fazendo?

Seja criterioso com a sua educação!

Investir em educação, não significa necessariamente fazer cursos em instituições tradicionais. Pode ser investir no seu auto-conhecimento, desenvolver uma nova habilidade, aprender a editar vídeos, gastronomia, pode ser investir em coaching, etc.

O seu cérebro é como um músculo do seu corpo e como todo e qualquer músculo, precisa de alimentação correta, precisa ser exercitado constantemente, precisa de repouso, etc.

O que não pode é o cérebro ficar parado, sem se exercitar, sem aprender nada de novo, senão, como qualquer músculo, atrofia.

Outro dia li um artigo em que a autora falava que ficou desempregada e imediatamente se ofereceu para trabalhar um periodo sem remuneração em uma empresa, só para aprender como funcionava aquele mercado…

olha que fantástico!

Adivinha o que aconteceu?

Ela recebeu uma proposta de trabalho, claro!

Isso é estar aberto para aprender!

Investir na sua educação, pode ser fazer alguma atividade voluntária, onde você possa compartilhar seu conhecimento e experiência com outras pessoas, porque quando você compartilha conhecimento, informação, seus interlocutores também compartilham com você, criando um ambiente de colaboração e aprendizado mútuo.

O processo de aprendizado é e tem que ser prazeroso. A não ser que estejamos tentando “aprender” algo que não vai ser usado, que não vemos aplicação na prática na nossa vida. Isso nos deixa entediados, chateados e obvio, sem motivação para continuar…

Invista na sua educação, abra sua mente para novas possibilidades, para o novo…

Um abraço e até o próximo post.

Tempo: Como você investe ou desperdiça o seu?

Tempo: Saiba aproveitar o seu!

O que você faria se tivesse 5 horas a mais de tempo livre todos os dias?

Toda vez que vou estudar alguma coisa a respeito de como as pessoas utilizam esse bem tão precioso, que é o tempo, fico estarrecido!

Li uma pesquisa do IBGE, publicada pela revista Exame no ano passado, falando que o brasileiro passou em média, 5 horas em frente à TV, o que fazendo conta de chegada, significa cerca de 2,5 meses por ano.

2,5 meses por ano!!

Significa que se você começou a ver TV com 5 anos de idade, seguindo essa média, aos 50 anos, você terá desperdiçado 9 anos de sua vida em frente à televisão!

Ainda de acordo com a pesquisa, o que mais chama a atenção do brasileiro são novelas, minisséries, esportes, filmes e reality shows.

É absolutamente lamentável!!

Imagine que em 2014 foi pior. O Brasileiro passou 3 meses do ano em frente a TV!

Não bastasse isso, pesquisa divulgada no ano passado diz que em 2014, 70% da população brasileira não leu 1 Livro sequer. Significa que 140 Milhões de pessoas, não leu 1 livro sequer durante o ano inteiro, enquanto os indianos dedicam cerca de 10hs e 40 minutos semanais à leitura.

Mas, nesse caso vou me abster de fazer comparações com outros países, inclusive com nossos “hermanos” Sulamericanos.

É triste ver as pessoas seguindo na vida igual a zumbis, parecendo mortos-vivos, sem fazer nada para mudar. Vejo pessoas reclamando do trabalho, dos impostos, do transporte, do salário, da qualidade da educação e nesse caso específico, na maioria das vezes, sem sequer ter condições de avaliar se realmente a qualidade é baixa ou não.

Pense agora no que você faria com 5 horas livras a mais por dia e comece já!

Saia da frente da TV!

Não, não sou nenhum tipo de bitolado que fica só lendo. Também assisto TV. Embora confesso que a mais de 10 anos, não assisto jornais, noticiários, novelas, etc. Procuro escolher um pouco melhor o conteúdo que consumo desse veículo de entretenimento e que na maioria das vezes se coloca como veículo de informação. NÃO É!

A TV não informa. A programação da TV é feita para te vender e não para te informar!

Não bastasse o tempo em frente à TV e o diminuto tempo de leitura, ainda tem um percentual do tempo navegando na Web. Nesse caso, se você souber aproveitar o tempo em que está acessando a Internet, você pode sim, ter conteúdo de altíssimo valor, para absolutamente qualquer tópico que você queira aprender, conhecer melhor, etc.

Algumas dicas de como aproveitar melhor o seu tempo:

Imagine que você queira melhorar o seu conhecimento de uma área específica. Vendas por exemplo.

Se você se propuser a ler 10 páginas de 1 livro por dia, digamos que você não tenha desenvolvido o hábito da leitura e acha super chata essa atividade, talvez você leve cerca de 30, 40 minutos?

Mesmo assim. Daquelas 5 horas em frente à TV, ainda sobraram mais de 4 horas. No entanto, se você se propuser a fazer isso, além de desenvolver um hábito super importante, você terá lido 1 livro de cerca de 300 páginas por mês e consequentemente, 12 livros durante o período de 1 ano. Se você concentrar seus esforços de leitura na área de interesse, no caso vendas, terá aprendido mais do que num MBA, ao longo de 1 ano.

Pense nisso!

São apenas 10 páginas por dia!

Imagine ainda que você queira testar a teoria do Josh Kauffman e desenvolver uma nova habilidade em apenas 20 horas. Segundo a teoria, se você estudar qualquer assunto, 40 minutos por dia, durante cerca de 30 dias, você terá aprendido sobre o assunto. Mas, se além de estudar, você praticar o assunto por mais 40 minutos, todo dia, você se tornará bom no mesmo. Com tudo isso, ainda sobrou tempo, bastante tempo para ficar em frente a TV.

Você pode investir um pouco mais num curso online, que pode ser de inglês, uma pós-graduação, etc.

E ai?

Vai investir ou continuar desperdiçando o seu tempo?

Um abraço e até o próximo post.

Como aprender rápido?

Tornar-se um expert ou aprender rápido?

Tornar-se um expert ou aprender rápido?

Tenho buscado a muitos anos, incessantemente, aprender coisas novas sempre, buscar aprimorar algum conhecimento que já adquiri, desenvolver novas habilidades e assim por diante. Tornei isso parte essencial do meu cotidiano e comecei isso a vários anos atrás, como uma forma de manter minha “empregabildade”. Depois de um tempo, comecei a pesquisar formar de aprender rápido, nova habilidades.

Quando eu trabalhava com Delivery de software/soluções, embora quase nunca tivesse que utilizar/fazer apresentações, comecei a estudar a fundo técnicas de apresentação, como fazer, como “harmonizar” cores, imagens, fontes e como dar ênfase a um conteúdo especifico, além de estudar qual a melhor forma de apresentar. Comprei livros, acessei vasto material online, assisti a videos de especialistas, enfim. Quando achei que já sabia razoavelmente bem fazer apresentações, mantive o hábito de semanalmente pelo menos, praticar. Fazer uma apresentação sobre qualquer assunto. Depois, comecei a estudar como preparar planilhas de maneira inteligente e visualmente fáceis de entender. São duas ferramentas que são utilizadas na maior parte do tempo, todos os dias em empresas do mundo inteiro. Isso só para citar alguns exemplos.

Depois de praticar durante bastante tempo, percebi que comecei a aprender rápido novas funcionalidades nas ferramentas utilizadas, em função da familiaridade adquirida com os menus, telas, etc.

Com a prática, tudo fica mais e mais fácil!

O desafio de aprender coisas novas, desenvolver novas habilidades é cada vez mais constante nos dias atuais. Se exige cada vez mais dos profissionais e os desafios do dia a dia são cada vez maiores. No entanto, atualmente temos acesso a mais informação do que nunca. Qualquer coisa que você queira aprender, literalmente qualquer coisa, você encontrará livros, vídeos, vídeo aulas, artigos na Internet, etc. O Problema continua sendo o mesmo de todos os tempos: TEMPO!

Sempre que falamos para qualquer um sobre aprender algo novo ou desenvolver uma nova habilidade, quase sempre ouvimos a mesma coisa:

Não tenho tempo!

Quem não gostaria de aprender como no filme Matrix, onde eles plugam um conector na cabeça do personagem Neo, inserem um disco com o conhecimento que querem transmitir e segundos depois, voilá!

Ele já sabe tudo. Lembro muito bem da famosa cena em que logo após a primeira “carga” de conhecimento ele abre os olhos e fala “I KNOW KUNG FU!”

Fantástico, não é mesmo?

Mas infelizmente, ainda não atingimos esse nível.

Segundo a teoria de K. Anders Ericsson, cientista comportamental que estudou durante anos pessoas de altissima performance, qualquer ser humano pode se tornar um EXPERT em qualquer assunto, desde que invista pelo menos 10.000 horas no desenvolvimento dessa nova habilidade. Após isso, você atingirá o nirvana. Será uma estrela em sua área. Parece mais impossivel ainda para nós, reles mortais, certo?

A teoria de Ericsson foi popularizada no livro Outliers, de Malcom Gladwell. Já existe um estudo feito por vários cientistas, contestando a teoria, mas de fato, a mesma é quem ganhou notoriedade e ainda é bastante divulgada.

Mas, na verdade, precisamos aprender uma série de coisas novas e desenvolver novas habilidades, seja para diversão, seja para o trabalho. Podemos querer aprender a surfar e não necessariamente nos tornarmos um Kelly Slater ou um Gabriel Medina, certo?

Esses são experts, campeões mundiais. Precisamos aprender rápido, para termos conhecimentos básicos ou no máximo razoáveis sobre o assunto e não necessariamente nos tornarmos experts, correto?

De acordo com Josh Kaufmman, como ele próprio se denomina, “Geek” e autor de sucesso da literatura de negócios americana, é possivel aprender/desenvolver qualquer habilidade em, pasme, apenas 20 horas. É isso mesmo, 20 horas. O Próprio Josh prova a teoria, aplicando-a em várias áreas de sua vida. No seu livro “The first 20 hours”(Não traduzido para o Português ainda), Josh explica quais as ferramentas e estratégias necessárias para aprender em um bom nivel, qualquer coisa, em 20 horas. Seja uma nova lingua, seja desenvolver programas de computador, tocar um instrumento musical ou surfar. Dedicando cerca de 40 minutos por dia, com o foco e as ferramentas corretas e dedicando mais cerca de 40 minutos de prática daquilo que estudou, Josh garante que em cerca de 1 mês você terá adquirido a nova habilidade ou conhecimento.

Vale a pena ler o livro.

Estou testando a teoria, quando finalizar minhas 20 horas, publico aqui o resultado.

Abraços e até o próximo post.

Pensamento Disruptivo

Business Vision

disruptivo
dis.rup.ti.vo
adj (lat disruptu+ivo) 1 Que causa ou tende a causar disrupção; que rompe.

Tenho pensado cada vez mais nos avanços tecnológicos que vemos ou ouvimos falar todos os dias. Tecnologias disruptivas, inovadoras. Mas também, tenho pensado se veremos mais tantas teconologias disruptivas ou se veremos cada vez mais o uso disruptivo das tecnologias já existentes.

Costumo citar como exemplo o Microsoft Office, pacote de ferramentas de produtividade para escritórios que estão instaladas e em uso em mais de 80% dos computadores no mundo e me arrisco a dizer que a maioria dos usuários não utiliza nem 10% dos recursos disponíveis nessas ferramentas. Outro bom exemplo são os smartphones que todo mundo quer e na maioria dos casos é absolutamente subutilizado.

Hoje temos à disposição, uma verdadeira miríade de aplicativos para os mais diversos usos, mas ainda assim acredito que em breve teremos uma utilização ainda mais efetiva desses aplicativos. Porque a meu modo de ver, são poucas as pessoas que tentam maximizar o uso dos recursos disponíveis nos dispositivos. Nos mais diversos. Da TV ao Smartphone.

Já temos gente utilizado o smartphone para fazer reportagens, para gravar entrevistas, para gravar e editar vídeos e fotos e em muitos casos o smartphone e/ou o Tablet são as únicas ferramentas de trabalho. Mas imagine se a grande massa, a maioria das pessoas conseguisse enxergar nesses equipamentos uma ferramenta para realmente ajudá-los no dia a dia. Utiliza-se muito para escrever textos curtos nas redes sociais ou nas ferramentas de Chat, como o WhatsApp. Vejo por exemplo alunos escrevendo um monte de texto, observações com caneta e papel pra depois passar a “limpo” o texto. E não estou falando somente de alunos do ensino fudamental e do colegial não.  Esses, acredito que até fazem mais uso dos recursos eletrônicos disponíveis. Só não usam mais pela absoluta falta de capacidade dos professores de procurar incentivar e até mesmo de adequar o conteúdo da aula para permitir maior uso dessas tecnologias, para engajar mais os alunos e fazer com que eles tenham mais interesse pelo conteúdo.

Vejo alunoas de curso superior gravando horas e horas de observações e transcrevendo esse material depois. Hoje já temos aplicativos e recursos disponíveis, de texto para voz e vice-versa. Com uma precisão bem razoável. Isso aumentaria bastante a produtividade. Isso a meu ver é uso “disruptivo” das tecnologias existentes.

Fico imaginando como seria a utilização de Apps para uma espécie de “cross-marketing”. Imagine um App de jogos de carros fazendo propaganda de maneira não agressiva ou mesmo invasiva de um fabricante de veículos. Não promoção, mas informação institucional, relevante, interessante que chame a atenção do usuário de forma que ele se interesse e vá ao site do fabricante. Outro exemplo de cross-marketing seria por exemplo a utilização da barra de ferramentas ou dos painéis laterais do Microsoft Outlook para veicular propaganda institucional. Mas não quero dizer simplesmente passar qualquer tipo de propaganda, mas sim a propaganda contextual e direcionada. Tento explicar. Essas ferramentas de produtividade nos escritórios são utilizadas por vezes por períodos ininterruptos de 8, 9 horas. Que tal fazer pequenas inserções de 5 segundos, com mensagens subliminares, para os usuários de uma indústria de eletrônicos sobre viagens, lugares exóticos, praias, etc. Ou sobre uma marca de roupas especificas, tudo contextual.

Por contextual digo que o usuário de Excel que utiliza a ferramenta por longos períodos, poderia receber informações financeiras ou ainda sobre cursos de especialização em finanças, diretamente na ferramenta, sem ter que necessariamente ter que abrir um browser e navegar pela Internet para ver banners de promoções e afins.

Provavelmente, o cruzamento de informações de diversas fontes utlizando o Big Data, e com mudanças na legislação, obviamente, teremos alguns desses cenários sendo explorados, como no filme Minority Report que mosta o Tom Cruise caminhando pelas ruas ou pelo shopping e tendo a sua iris lida em tempo real e recebendo ofertas que condizem com seu comportamento de consumo.

Imagino não mais do mesmo, utilizar isso para ficar enchendo o saco do usuário enviando promoções, ofertas e piscando na tela mensagens do tipo “Compre Agora!!”. Imagino conteúdo que traga informação, que chame a atgenção do interlocutor e não que encha o saco dele e o deixe com vontade de formatar o micro ou dispositivos à sua frente.

Pode até ser que já existam empresas fazendo isso e que eu esteja sem informação, mas com certeza, se o tiver é em pequena escala, porque senão estaríamos vendo isso com mais frequência, na mesa ao nosso lado, no celular do amigo, etc.

Um abraço e até o próximo post.

Aprender como aprender, um desafio.

Aprendendo a aprender

Aprender… e aprender, ou aprender a aprender?

Tenho refletido bastante sobre nossos processos de aprendizado. O que aprendemos, como aprendemos, como utilizamos nossas experiências cotidianas e o ambiente ao nosso redor para aprender.

Vemos técnicas, procedimentos para gerenciamento de contéudo corporativo, gerenciamento do conhecimento corporativo, etc.

Mas e sobre o “gerenciamento” do nosso conhecimento?

E sobre o gerenciamento do nosso processo de aprendizado, de reciclagem?

Geralmente o ser humano comum, é compelido a aprender coisas novas, adquirir novas habilidades, em momentos de ruptura, de dificuldades. Somente nos momentos em que se é desafiado é que se toma as ações necessárias para mudar a situação ou o contexto atual.

Quando crianças, aprendemos a maioria das coisas observando as pessoas à nossa volta, os costumes, as atitudes, os “procedimentos”, os “processos”, etc. Quando “crescemos”, literalmente “formatam” o nosso modelo de aprendizado e a partir daí, qualquer coisa que esteja fora desse formato, é considerado fora do “padrão” ou fora do normal. Na verdade, no discurso, ouvimos muito sobre “pensar for a da caixa”, mas na verdade, pensar fora da caixa, não é algo muito incentivado, nem dentro das empresas, nem nas comunidades, nem pelos pais.

Na verdade, muitas vezes “falamos” que queremos pessoas pensando “fora da caixa” mas se prestarmos atenção, estamos sempre incentivando as pessoas a pensarem muito mais fora da “caixa” delas e muito mais dentro da “caixa dos padrões” que adotamos, que aprendemos, etc.

Temos um cenário onde quem precisa de informação, não quer mais nem saber de fazer pesquisa, basta fazer uma “busca” no Google e pronto. A maioria não se preocupa nem mesmo em validar a informação, a fonte, comparar com outras fontes, etc.

Google » Search » Copy » Paste » Done!!

Do lado dos educadores, me parece que temos muitos professores, mestres, doutores pregando a mesma coisa de 30, 40 anos atrás. Não se recicla o conteúdo, não se recicla a forma, não se recicla o método. Completei minha graduação em Matemática no ano de 1994 e lembro bem de ter questionado a um dos meus professores, qual a aplicação pratica, no meu cotidiano, das derivadas ou mesmo de integral tripla. A explicação foi mais ou menos assim:

“Você pode utilizar derivada para calcular a melhor distância entre dois carros no trânsito, por exemplo!”

No que de respondi: “Professor, isso o Detran já me dá pronto e aliás, sou obrigado a utilizar, por força da lei!“.

Fui repreendido!

Isso foi a 20 anos e vejo que provavelmente, nos cursos de exatas, os alunos continuam a receber como ensinamentos, as mesmas matérias. Não estou dizendo com isso que sou dono da verdade ou que temos que simplesmente eliminar essas matérias dos cursos de exatas, mas sim, que podemos rever a forma como ensinamos com novas aplicabilidades, de forma que possamos atrair e reter o consumidor dessa informação, que é o aluno. Certamente isso não ocorre somente nos cursos de exatas.

Além de querermos impor aos estudantes, conteúdos ou materias que precisariam no minimo ser contextualizadas, ainda o fazemos sem o uso adequado da tecnologia, que se utilizada de maneira correta, pode efetivamente tornar a matéria /assunto mais atraente e engajar o aluno. Devemos lembrar que o triangulo de pascal, não foi criado para ser aplicado em provas, mas sim, para ajudar as freiras do convento onde Pascal terminou os seus dias a ecnomizar couro, material utilizado por elas para confecção de bolsas e sapatos, ou seja, para aplicação prática.

Além de contextualizar, porque não utilizar as várias ferramentas gratuitas no contexto da educação, para compartilhar conteúdo, para incentivar a criação de fóruns de discussão entre os alunos, para mostrar como utilizar as ferramentas de buscas de maneira inteligente e para buscar conteúdo relevante?

Porque não inserir na rotina dos alunos buscas no Khan Academy, Youtube Education, Fundação Lehman, utilizar ferramentas de nuvem para armazenar e compartilhar conteúdo de maneira otimizada e inteligente?

Não estou falando de redes sociais, mas de ferramentas que podem efetivamente tornar o ato de estudar mais atraente para o aluno.

Vejo que algumas escolas até incentivam a utilização desses recursos por parte do aluno, mas o que estou sugerindo aqui e inserir a utilização dessas ferramentas na rotina diária do professor, durante as aulas.

Obvio que para isso se faz necessário uma reciclagem no modelo de ensino, no treinamento e preparação dos professores, mudança de hábitos, adaptação, etc.

Acredito que talvez o primeiro passo a ser dado, é buscar gradativamente mudar pelo menos a plataforma de ensino, de analógica pra digital, sem rupturas. Dessa forma, obrigatoriamente as adaptações e mudanças de hábito ocorrerão e novas mudanças poderão ser inseridas aos poucos, sem causar danos e transtornos nem para os alunos nem para os professores.

É importante que o professor entenda que ele continuará sendo o Mestre, que o seu conhecimento, continuará sendo soberano, o que acho que tem que acontecer é simplesmente mudar a forma de passar esse conteúdo, esse conhecimento. Acredito que seria muito bom que os professores ouvissem/lessem um pouco sobre as propostas revolucionárias do empresário Ricardo Semler. Ouvir as propostas, sem pré-julgamento, sem rótulos, com objetivo de extrair delas coisas boas e que auxiliem nessa mudança que a meu ver é absolutamente necessária, para que possamos ter efetivamente um engajamento dos alunos no processo de aprendizado.

Um abraço e até o próximo post.

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