Autor: PC Nascimento (Page 3 of 3)

Apaixonado pela vida e pelo que nos motiva, nos dá energia, vitalidade, o que nos impulsiona, nos empurra, nos faz agir.

Como aprender rápido?

Tornar-se um expert ou aprender rápido?

Tornar-se um expert ou aprender rápido?

Tenho buscado a muitos anos, incessantemente, aprender coisas novas sempre, buscar aprimorar algum conhecimento que já adquiri, desenvolver novas habilidades e assim por diante. Tornei isso parte essencial do meu cotidiano e comecei isso a vários anos atrás, como uma forma de manter minha “empregabildade”. Depois de um tempo, comecei a pesquisar formar de aprender rápido, nova habilidades.

Quando eu trabalhava com Delivery de software/soluções, embora quase nunca tivesse que utilizar/fazer apresentações, comecei a estudar a fundo técnicas de apresentação, como fazer, como “harmonizar” cores, imagens, fontes e como dar ênfase a um conteúdo especifico, além de estudar qual a melhor forma de apresentar. Comprei livros, acessei vasto material online, assisti a videos de especialistas, enfim. Quando achei que já sabia razoavelmente bem fazer apresentações, mantive o hábito de semanalmente pelo menos, praticar. Fazer uma apresentação sobre qualquer assunto. Depois, comecei a estudar como preparar planilhas de maneira inteligente e visualmente fáceis de entender. São duas ferramentas que são utilizadas na maior parte do tempo, todos os dias em empresas do mundo inteiro. Isso só para citar alguns exemplos.

Depois de praticar durante bastante tempo, percebi que comecei a aprender rápido novas funcionalidades nas ferramentas utilizadas, em função da familiaridade adquirida com os menus, telas, etc.

Com a prática, tudo fica mais e mais fácil!

O desafio de aprender coisas novas, desenvolver novas habilidades é cada vez mais constante nos dias atuais. Se exige cada vez mais dos profissionais e os desafios do dia a dia são cada vez maiores. No entanto, atualmente temos acesso a mais informação do que nunca. Qualquer coisa que você queira aprender, literalmente qualquer coisa, você encontrará livros, vídeos, vídeo aulas, artigos na Internet, etc. O Problema continua sendo o mesmo de todos os tempos: TEMPO!

Sempre que falamos para qualquer um sobre aprender algo novo ou desenvolver uma nova habilidade, quase sempre ouvimos a mesma coisa:

Não tenho tempo!

Quem não gostaria de aprender como no filme Matrix, onde eles plugam um conector na cabeça do personagem Neo, inserem um disco com o conhecimento que querem transmitir e segundos depois, voilá!

Ele já sabe tudo. Lembro muito bem da famosa cena em que logo após a primeira “carga” de conhecimento ele abre os olhos e fala “I KNOW KUNG FU!”

Fantástico, não é mesmo?

Mas infelizmente, ainda não atingimos esse nível.

Segundo a teoria de K. Anders Ericsson, cientista comportamental que estudou durante anos pessoas de altissima performance, qualquer ser humano pode se tornar um EXPERT em qualquer assunto, desde que invista pelo menos 10.000 horas no desenvolvimento dessa nova habilidade. Após isso, você atingirá o nirvana. Será uma estrela em sua área. Parece mais impossivel ainda para nós, reles mortais, certo?

A teoria de Ericsson foi popularizada no livro Outliers, de Malcom Gladwell. Já existe um estudo feito por vários cientistas, contestando a teoria, mas de fato, a mesma é quem ganhou notoriedade e ainda é bastante divulgada.

Mas, na verdade, precisamos aprender uma série de coisas novas e desenvolver novas habilidades, seja para diversão, seja para o trabalho. Podemos querer aprender a surfar e não necessariamente nos tornarmos um Kelly Slater ou um Gabriel Medina, certo?

Esses são experts, campeões mundiais. Precisamos aprender rápido, para termos conhecimentos básicos ou no máximo razoáveis sobre o assunto e não necessariamente nos tornarmos experts, correto?

De acordo com Josh Kaufmman, como ele próprio se denomina, “Geek” e autor de sucesso da literatura de negócios americana, é possivel aprender/desenvolver qualquer habilidade em, pasme, apenas 20 horas. É isso mesmo, 20 horas. O Próprio Josh prova a teoria, aplicando-a em várias áreas de sua vida. No seu livro “The first 20 hours”(Não traduzido para o Português ainda), Josh explica quais as ferramentas e estratégias necessárias para aprender em um bom nivel, qualquer coisa, em 20 horas. Seja uma nova lingua, seja desenvolver programas de computador, tocar um instrumento musical ou surfar. Dedicando cerca de 40 minutos por dia, com o foco e as ferramentas corretas e dedicando mais cerca de 40 minutos de prática daquilo que estudou, Josh garante que em cerca de 1 mês você terá adquirido a nova habilidade ou conhecimento.

Vale a pena ler o livro.

Estou testando a teoria, quando finalizar minhas 20 horas, publico aqui o resultado.

Abraços e até o próximo post.

Pensar Grande

Pensar grande. O esforço é o mesmo!

Pensar grande exige o mesmo nível de esforço que pensar pequeno!

Segundo o empresário e mega investidor Donald Trump, se você tem que pensar de qualquer jeito, Pense Grande. O esforço é o mesmo. Ou seja, pensar grande, exige o mesmo nível de esforço que pensar pequeno!

Sonhar alto, não quer dizer ser megalomaníaco. Não é isso.

Significa que você tem que pensar além do minimo, do que você pensa ser possível agora com o que você tem em mãos. Na grande maioria das vezes, as pessoas se limitam em função de visão limitada, curta, de pensar apenas no momento, do que se tem em mãos, sem olhar as possibilidades.

Aprenda a pensar grande!

Lembro de um episódio em que um dos maiores varejistas do Brasil ia abrir novas lojas e pediu um projeto para um escritório de arquitetura e falou de limitações de budget. Quando os arquitetos trouxeram o projeto, ouviram diversos impropérios. Voltaram para a prancheta e trouxeram um novo projeto e ouviram: “Agora sim. Vamos ver como esse projeto se encaixa no meu orçamento.”

Basicamente, os arquitetos nivelaram por baixo e fizeram um projeto “Chinfrim”, pobre, por assim dizer. No segundo projeto eles olharam as possibilidades e não as limitações. É disso que estou falando, olhar as possibilidades ao invés das limitações.

Isso, qualquer um pode e deve fazer. Pensar grande e sonhar alto são coisas que ao meu ver, deveriam ser ensinadas nas escolas de ensino básico. Infelizmente, acontece exatamente o contrário. Quando um aluno da escola pública pensa alto ou fala de seus sonhos, o primeiro trabalho que o professor faz é desencorajá-lo, dizendo que isso não é para ele, que é impossível, que precisa de recursos, de dinheiro, de ajuda, de influência, etc. A lista das coisas que tornam a realização daquilo impossível é gigante.

As pessoas geralmente se limitam por tudo ao redor. Pelas condições meteorológicas, pela idade, por falta de dinheiro, por falta de transporte, por ser feio, por ser bonito, enfim, por uma infinidade de motivos irrelevantes. Quando falo as pessoas, para não ficar muito genérico, falo de pessoas que vejo diariamente no meu ambiente de trabalho, no bairro onde moro, no meu circulo de amizades, etc.

O que todo mundo quer de verdade é ganhar na mega sena acumulada e se possível sem nem ter que jogar.

O que todo mundo quer de verdade é se tornar uma celebridade da noite para o dia sem ter que fazer nenhum esforço.

O que todo mundo quer de verdade é ter no currículo um curso no exterior, em universidade americana de ponta, sem ter que fazer esforço pra isso.

Isso não é sonhar alto. Isso é querer se dar bem sem esforço.

Tenho visto cada vez mais, os jovens, garotos mesmo, se interessando por empreendedorismo, por startups, por se desenvolver e desenvolver negócios. Isso é absolutamente fantástico. Tenho aprendido muito com esses novos empreendedores. Muito mesmo.

No entanto, infelizmente a parcela da população jovem ou não, que vive vegetando, literalmente, é infinitamente maior. Aquela parcela que vive em função dos noticiários, do pessimismo, que acredita que o mundo vai ruir a qualquer momento, que os EUA vão invadir o Pais e viraremos colônia (Como se já não fossemos…), que acredita que a realidade é a novela das 8, os reality shows, etc.

Essa parcela da população, deveria se conscientizar sim, de outra forma, buscando melhorar seu conhecimento, suas habilidades, sua maneira de ver pelo menos o “seu” mundo. Um olhar de otimismo para o mundo a sua volta, um olhar construtivo, de possibilidades, o olhar necessário para se construir ou reconstruir qualquer coisa.

É verdade que o momento é de descrença. Descrença nas instituições, sejam elas politicas, esportivas, religiosas ou de cunho social. As instituições ao nosso redor estão todas impregnadas de corrupção, de falta de integridade moral, de falta de dignidade, enfim, falta de tudo aquilo que é bom e caro à humanidade.

Mas há que ainda se acreditar no ser humano e na sua capacidade de superação, de recuperação, de construção. Há que se buscar novos heróis que não os de quadrinhos ou os de outras culturas/países. Devemos olhar as histórias de cidadãos que a despeito de tudo de ruim a sua volta, a despeito do fato de aos olhos dos outros estarem abaixo da linha da pobreza, da ignorância as vezes, buscaram soluções, saídas para melhorar suas vidas e as vidas dos seus.

Para refletir, vou tomar a liberdade de citar pelo menos 4 matérias que ilustram os exemplos acima, de personagens que devemos certamente adotar como heróis, como exemplos.

http://tribunadoceara.uol.com.br/noticias/educacao/cearense-e-aprovada-para-mestrado-em-5-universidades-da-europa/

http://raimundomoura.blogspot.com/2014/05/exemplo-agricultor-de-pentecoste-sai-da.html

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2015/04/como-janguie-diniz-passou-de-engraxate-dono-do-maior-grupo-de-educacao-do-nordeste.html

http://vestibular.uol.com.br/noticias/redacao/2014/02/27/jovem-da-periferia-de-sp-abandona-duas-graduacoes-para-tentar-medicina.htmhttp://www.estudarfora.org.br/estudante-baiana-e-disputada-por-9-universidades-dos-eua/

Pense Grande, Sonhe Alto. o Esforço é o mesmo.

Abraços e até o próximo post.

Pensamento Disruptivo

Business Vision

disruptivo
dis.rup.ti.vo
adj (lat disruptu+ivo) 1 Que causa ou tende a causar disrupção; que rompe.

Tenho pensado cada vez mais nos avanços tecnológicos que vemos ou ouvimos falar todos os dias. Tecnologias disruptivas, inovadoras. Mas também, tenho pensado se veremos mais tantas teconologias disruptivas ou se veremos cada vez mais o uso disruptivo das tecnologias já existentes.

Costumo citar como exemplo o Microsoft Office, pacote de ferramentas de produtividade para escritórios que estão instaladas e em uso em mais de 80% dos computadores no mundo e me arrisco a dizer que a maioria dos usuários não utiliza nem 10% dos recursos disponíveis nessas ferramentas. Outro bom exemplo são os smartphones que todo mundo quer e na maioria dos casos é absolutamente subutilizado.

Hoje temos à disposição, uma verdadeira miríade de aplicativos para os mais diversos usos, mas ainda assim acredito que em breve teremos uma utilização ainda mais efetiva desses aplicativos. Porque a meu modo de ver, são poucas as pessoas que tentam maximizar o uso dos recursos disponíveis nos dispositivos. Nos mais diversos. Da TV ao Smartphone.

Já temos gente utilizado o smartphone para fazer reportagens, para gravar entrevistas, para gravar e editar vídeos e fotos e em muitos casos o smartphone e/ou o Tablet são as únicas ferramentas de trabalho. Mas imagine se a grande massa, a maioria das pessoas conseguisse enxergar nesses equipamentos uma ferramenta para realmente ajudá-los no dia a dia. Utiliza-se muito para escrever textos curtos nas redes sociais ou nas ferramentas de Chat, como o WhatsApp. Vejo por exemplo alunos escrevendo um monte de texto, observações com caneta e papel pra depois passar a “limpo” o texto. E não estou falando somente de alunos do ensino fudamental e do colegial não.  Esses, acredito que até fazem mais uso dos recursos eletrônicos disponíveis. Só não usam mais pela absoluta falta de capacidade dos professores de procurar incentivar e até mesmo de adequar o conteúdo da aula para permitir maior uso dessas tecnologias, para engajar mais os alunos e fazer com que eles tenham mais interesse pelo conteúdo.

Vejo alunoas de curso superior gravando horas e horas de observações e transcrevendo esse material depois. Hoje já temos aplicativos e recursos disponíveis, de texto para voz e vice-versa. Com uma precisão bem razoável. Isso aumentaria bastante a produtividade. Isso a meu ver é uso “disruptivo” das tecnologias existentes.

Fico imaginando como seria a utilização de Apps para uma espécie de “cross-marketing”. Imagine um App de jogos de carros fazendo propaganda de maneira não agressiva ou mesmo invasiva de um fabricante de veículos. Não promoção, mas informação institucional, relevante, interessante que chame a atenção do usuário de forma que ele se interesse e vá ao site do fabricante. Outro exemplo de cross-marketing seria por exemplo a utilização da barra de ferramentas ou dos painéis laterais do Microsoft Outlook para veicular propaganda institucional. Mas não quero dizer simplesmente passar qualquer tipo de propaganda, mas sim a propaganda contextual e direcionada. Tento explicar. Essas ferramentas de produtividade nos escritórios são utilizadas por vezes por períodos ininterruptos de 8, 9 horas. Que tal fazer pequenas inserções de 5 segundos, com mensagens subliminares, para os usuários de uma indústria de eletrônicos sobre viagens, lugares exóticos, praias, etc. Ou sobre uma marca de roupas especificas, tudo contextual.

Por contextual digo que o usuário de Excel que utiliza a ferramenta por longos períodos, poderia receber informações financeiras ou ainda sobre cursos de especialização em finanças, diretamente na ferramenta, sem ter que necessariamente ter que abrir um browser e navegar pela Internet para ver banners de promoções e afins.

Provavelmente, o cruzamento de informações de diversas fontes utlizando o Big Data, e com mudanças na legislação, obviamente, teremos alguns desses cenários sendo explorados, como no filme Minority Report que mosta o Tom Cruise caminhando pelas ruas ou pelo shopping e tendo a sua iris lida em tempo real e recebendo ofertas que condizem com seu comportamento de consumo.

Imagino não mais do mesmo, utilizar isso para ficar enchendo o saco do usuário enviando promoções, ofertas e piscando na tela mensagens do tipo “Compre Agora!!”. Imagino conteúdo que traga informação, que chame a atgenção do interlocutor e não que encha o saco dele e o deixe com vontade de formatar o micro ou dispositivos à sua frente.

Pode até ser que já existam empresas fazendo isso e que eu esteja sem informação, mas com certeza, se o tiver é em pequena escala, porque senão estaríamos vendo isso com mais frequência, na mesa ao nosso lado, no celular do amigo, etc.

Um abraço e até o próximo post.

Aprender como aprender, um desafio.

Aprendendo a aprender

Aprender… e aprender, ou aprender a aprender?

Tenho refletido bastante sobre nossos processos de aprendizado. O que aprendemos, como aprendemos, como utilizamos nossas experiências cotidianas e o ambiente ao nosso redor para aprender.

Vemos técnicas, procedimentos para gerenciamento de contéudo corporativo, gerenciamento do conhecimento corporativo, etc.

Mas e sobre o “gerenciamento” do nosso conhecimento?

E sobre o gerenciamento do nosso processo de aprendizado, de reciclagem?

Geralmente o ser humano comum, é compelido a aprender coisas novas, adquirir novas habilidades, em momentos de ruptura, de dificuldades. Somente nos momentos em que se é desafiado é que se toma as ações necessárias para mudar a situação ou o contexto atual.

Quando crianças, aprendemos a maioria das coisas observando as pessoas à nossa volta, os costumes, as atitudes, os “procedimentos”, os “processos”, etc. Quando “crescemos”, literalmente “formatam” o nosso modelo de aprendizado e a partir daí, qualquer coisa que esteja fora desse formato, é considerado fora do “padrão” ou fora do normal. Na verdade, no discurso, ouvimos muito sobre “pensar for a da caixa”, mas na verdade, pensar fora da caixa, não é algo muito incentivado, nem dentro das empresas, nem nas comunidades, nem pelos pais.

Na verdade, muitas vezes “falamos” que queremos pessoas pensando “fora da caixa” mas se prestarmos atenção, estamos sempre incentivando as pessoas a pensarem muito mais fora da “caixa” delas e muito mais dentro da “caixa dos padrões” que adotamos, que aprendemos, etc.

Temos um cenário onde quem precisa de informação, não quer mais nem saber de fazer pesquisa, basta fazer uma “busca” no Google e pronto. A maioria não se preocupa nem mesmo em validar a informação, a fonte, comparar com outras fontes, etc.

Google » Search » Copy » Paste » Done!!

Do lado dos educadores, me parece que temos muitos professores, mestres, doutores pregando a mesma coisa de 30, 40 anos atrás. Não se recicla o conteúdo, não se recicla a forma, não se recicla o método. Completei minha graduação em Matemática no ano de 1994 e lembro bem de ter questionado a um dos meus professores, qual a aplicação pratica, no meu cotidiano, das derivadas ou mesmo de integral tripla. A explicação foi mais ou menos assim:

“Você pode utilizar derivada para calcular a melhor distância entre dois carros no trânsito, por exemplo!”

No que de respondi: “Professor, isso o Detran já me dá pronto e aliás, sou obrigado a utilizar, por força da lei!“.

Fui repreendido!

Isso foi a 20 anos e vejo que provavelmente, nos cursos de exatas, os alunos continuam a receber como ensinamentos, as mesmas matérias. Não estou dizendo com isso que sou dono da verdade ou que temos que simplesmente eliminar essas matérias dos cursos de exatas, mas sim, que podemos rever a forma como ensinamos com novas aplicabilidades, de forma que possamos atrair e reter o consumidor dessa informação, que é o aluno. Certamente isso não ocorre somente nos cursos de exatas.

Além de querermos impor aos estudantes, conteúdos ou materias que precisariam no minimo ser contextualizadas, ainda o fazemos sem o uso adequado da tecnologia, que se utilizada de maneira correta, pode efetivamente tornar a matéria /assunto mais atraente e engajar o aluno. Devemos lembrar que o triangulo de pascal, não foi criado para ser aplicado em provas, mas sim, para ajudar as freiras do convento onde Pascal terminou os seus dias a ecnomizar couro, material utilizado por elas para confecção de bolsas e sapatos, ou seja, para aplicação prática.

Além de contextualizar, porque não utilizar as várias ferramentas gratuitas no contexto da educação, para compartilhar conteúdo, para incentivar a criação de fóruns de discussão entre os alunos, para mostrar como utilizar as ferramentas de buscas de maneira inteligente e para buscar conteúdo relevante?

Porque não inserir na rotina dos alunos buscas no Khan Academy, Youtube Education, Fundação Lehman, utilizar ferramentas de nuvem para armazenar e compartilhar conteúdo de maneira otimizada e inteligente?

Não estou falando de redes sociais, mas de ferramentas que podem efetivamente tornar o ato de estudar mais atraente para o aluno.

Vejo que algumas escolas até incentivam a utilização desses recursos por parte do aluno, mas o que estou sugerindo aqui e inserir a utilização dessas ferramentas na rotina diária do professor, durante as aulas.

Obvio que para isso se faz necessário uma reciclagem no modelo de ensino, no treinamento e preparação dos professores, mudança de hábitos, adaptação, etc.

Acredito que talvez o primeiro passo a ser dado, é buscar gradativamente mudar pelo menos a plataforma de ensino, de analógica pra digital, sem rupturas. Dessa forma, obrigatoriamente as adaptações e mudanças de hábito ocorrerão e novas mudanças poderão ser inseridas aos poucos, sem causar danos e transtornos nem para os alunos nem para os professores.

É importante que o professor entenda que ele continuará sendo o Mestre, que o seu conhecimento, continuará sendo soberano, o que acho que tem que acontecer é simplesmente mudar a forma de passar esse conteúdo, esse conhecimento. Acredito que seria muito bom que os professores ouvissem/lessem um pouco sobre as propostas revolucionárias do empresário Ricardo Semler. Ouvir as propostas, sem pré-julgamento, sem rótulos, com objetivo de extrair delas coisas boas e que auxiliem nessa mudança que a meu ver é absolutamente necessária, para que possamos ter efetivamente um engajamento dos alunos no processo de aprendizado.

Um abraço e até o próximo post.

Manifesto contra a Intolerância

Manifesto contra a Intolerância

Normalmente não me incomodo com baboseiras sobre nacionalidade, naturalidade, etc. Mas, logo após o primeiro turno das eleições presidenciais, ví o quanto a intolerância está enrraigada no seio do nosso povo.

Logo nós, que somos considerados por outros povos como acolhedores, receptivos, simpáticos e tudo o mais.

Nasceu instantaneamente uma nova categoria de “revoltados”, a grande maioria proveniente das chamadas “redes socias”, lógico. Onde todos se sentem donos da verdade. Do alto de seus teclados, virtuais ou não. Todos sentados em frente aos seus computadores ou com seus “dispositivos móveis”.

De certa forma, vimos um povo engajado, respirando política, certo?

Errado!

O que vi, e aqui estou falando da minha pessoa, foi um monte de gente compartilhando informações sem antes checar a veracidade, postando xingamentos e muitas vezes palavras de baixo calão, contra candidatos e/ou contra simpatizantes desse ou daquele partido, dessa ou daquela corrente politica. Um monte de intolerância. Infelizmente.

Alguns poucos, com mais discernimento, com conhecimento de causa, com coerência, falando de suas preferências e posições politicas, debatendo o bom debate.

Educadamente, democraticamente, sem sair da linha. Isso foi positivo. Muito positivo.

Depois, ao final do segundo turno, ví a pior parte. Um monte de gente, aparentemente sem saber o que estava falando, xingava, denegria, escrutinava o povo nordestino, atribuindo à eles a culpa e a responsabilidade pelo destino de todo um povo, de um pais!

Mais provas de pura intolerância!

Primeiro, sou Brasileiro, Nordestino!

Nascido e criado no Nordeste, até os 16 anos de idade.

Construí toda a minha vida adulta em São Paulo, Região Sudeste do Brasil. Paulistano de coração, corpo e alma.

Brasileiro!

Sou um Paulistano de 29 anos de idade. Chequei aqui nessa cidade em Janeiro de 1986. Amo essa cidade. Mais do que a cidade aonde nasci.

Como um Paulistano de 29 anos de idade, construi e consegui muitas coisas, muito mais do que muitos Paulistanos com a mesma idade e até mais velhos do que eu. Os fatores que me levaram a cosntruir o que cosntrui aqui, listei abaixo:

  • Honestidade
  • Integridade
  • Humildade
  • Paciência
  • Tolerância
  • Compreensão
  • Perdão
  • Muito estudo e preparação
  • Trabalho árduo. Muito trabalho e esforço

Nenhum dos atributos acima estão ligados à minha nacionalidade ou naturalidade.

O que me diferencia dos milhares de imigrantes Italianos, Alemães, Poloneses, Coreanos, Chineses, Portugueses, Japoneses, que vieram para cá, construir suas vidas, historias, etc?

Nada além dos atributos listados acima!

Os atributos acima, me foram, todos eles, ensinados pela minha Mãe, desde a minha mais tenra infância.

Uma mulher fantástica!

Brasileira. Nordestina. Analfabeta.

No que isso a diferencia das mães dos imigrantes listados acima?

Absolutamente nada.

Com ela aprendí, que independente de estudar ou não, de onde estudo ou nascí, aonde vivo ou vou viver, existem valores, crenças fundamentais que tenho que levar comigo, que fazem ser quem sou, que fazem parte da minha essência, meu ser. Ela não preciosu frequentar escola, ou nascer no Sul, Sudeste do Brasil ou em outro país para me ensinar isso.

Depois, uma outra turma começou a se manifestar falando que vai sair do pais.

Tipo…”Não gostei. Vou embora!

Você é do tipo que acha que a escola é quem é responsável pelas notas ruins do seu filho?

Acha que o governo, a sociedade, são os responsáveis pelo uso cada vez mais intenso de drogas pelos adolecentes?

É do tipo que tem pais, avós, já velhos e doentes e os coloca num asilo para terminarem seus dias e não te encherem o saco e vai visitá-los uma vez por mês, por obrigação?

Ok. Por favor, saia desse pais!

Sim, porque nosso país está muito doente!

Nosso país está com diversos tipos de câncer terminal!

Está tomado por diversas doenças degenerativas que o vão matando aos pouquinhos, todos os dias!

Corrupção, má fé, desonestidade, falta de integridade, perda dos valores morais que são a espinha dorsal de qualquer sociedade

Precisando de ajuda. De gente que ainda acredita nas coisas boas e corretas.

De gente que quer deixar algum legado para os seus fihos, para as próximas gerações.

De gente que ainda acredita na honestidade, nas coisa que parecem piegas, mesmo que todos a sua volta estejam rindo.

De gente que acredita que uma ação, um pequeno gesto, pode fazer a diferença. Independente dos que estão à sua volta, estão falando ou fazendo.

Você acha que corrupção é algo que se tornou insuportável em nosso pais?

Pense no quanto você é corruptor no seu dia a dia. Sim, as pequenas coisas contam tambem. Pense em como vai fazer a sua declaração de IR no próximo ano.

Você acha um absurdo o trânsito nas prinicpais avenidas de sua cidade?

Pense e repense suas próprias atitudes no trânsito.

Acha que emprego tá dificil?

Já pensou em olhar, analisar quais são as principais competências que o mercado está buscando?

Quais são os diferenciais em sua área de atuação?

Quantos livros relacionadois à sua área de atuação você lê por ano?

Quantos cursos/treinamentos referentes à sua área de atuação você faz por ano?

Acha que sua cidade está muito suja?

Faz a sua parte, não jogando lixo na rua?

Separa o lixo orgânico do reciclável?

Acha as ruas da sua cidade muito violentas, excludentes?

Como você reage quando algum pedinte ou vendedor te aborda no semaforo?

Vive com medo, acredita no ser humano ou simplesmente tem pavor de tudo aquilo que esteja fora do seu “mundinho”?

Nosso pais precisa de você, de mim, de todos que queiram contribuir para construir uma sociedade melhor, mais integra, mais madura.

Independente da sua nacionalidade, da cidade ou do estado onde você nasceu.

Independente da cor da sua pele, olhos, cabelos, etc.

Precisamos de pessoas que ainda acreditem que as coisas boas e corretas valem a pena.

Precisamos de pessoas que estejam dispostas a pagar o preço por terem os atributos listados acima, independente do que os outros estejam falando.

Podem ser do Nordeste, do Sudeste, do Norte, do Sul ou do Centro-oeste. Não importa. Precisam querer lutar pelo futuro do nosso pais, consequentemente dos nossos filhos, de toda uma geração.

Ok. Eu sei. É um desabafo. Algo muito pessoal.

Abraços e até o próximo post.

Paulo Cesar do Nascimento.

Liderar pelo Exemplo. Você está preparado?

Liderar pelo exemplo. Você está preparado?

Quer liderar?  – Dê o exemplo!

Ouvimos muito falar sobre lideres extraordinários, que conseguem apresentar resultados fantásticos de maneira constante e consistentemente. Muitas vezes, não temos conhecimento do estilo de liderança desses líderes, a não ser que consigamos conversar com alguém de seu time direto, ou indireto. Muitas vezes, são alçados ao título de líderes somente pelos seus resultados e nem sempre pelo seu estilo de liderança.

Os grandes líderes da história, sejam eles do mundo empresarial, esportes ou política, buscaram liderar pelo exemplo, recorrendo quase sempre à regra do ouro: Fazer aos outros, aquilo que gostariam que fizessem a eles próprios.

Liderar pelo exemplo requer altas doses de disciplina, seja ela física ou emocional e de auto liderança. Ilude-se quem pensa que realmente lidera sem esses componentes. Alguns acham que são líderes, mas na verdade, tem apenas subordinados.

Seu time, ou seus liderados estão dispostos a fazer o necessário para que as coisas aconteçam da forma correta, com integridade, consistência, ou eles irão cumprir suas tarefas por que você é o chefe e disse que é para fazer?

Eles vão tentar entender os porquês e tentar melhorar, se empenhar efetivamente com coração e alma dando o seu melhor ou quando algo der errado eles vão dizer que só fizeram o que você pediu e como pediu?

Já vivenciou alguma situação dessas em que acha que seu time não está comprometido?

Provavelmente sim.

O time só se comprometerá se eles sentirem seu líder comprometido. Note que eu escrevi “sentirem”. Isso é muito forte e passa o mesmo tipo de energia para o time.

Quer seu time chegando no horário?

Esteja lá quando eles chegarem e ao invés de criticá-los caso cheguem atrasados, tente entender suas razões.

Quer seu time focado nas atividades mais importantes?

Dê o exemplo, engaje-os, mostre a eles a importância do que estão fazendo.

Quer o seu time fazendo reuniões produtivas?

Toda vez que chama-los para uma reunião, defina a pauta da reunião, os tópicos, o tempo de discussão de cada um deles, qual o resultado esperado da reunião e comece a reunião no horário definido e termine-a no horário definido. Dê o exemplo.

Quer seu time engajado com os objetivos da sua área, empresa, etc.?

Explique claramente os objetivos. Cada um deles. Mostre a importância deles para o negócio, para a empresa, dê sentido a eles. Mostre a cada um deles a importância de sua participação no todo. Faça-os sentirem-se importantes, parte do negócio, não importando em que área eles trabalham, seja na limpeza, seja em vendas, seja no administrativo, não importa a área, todos são importantes.

Se não se sentirem parte do negócio, não conseguirão ver a importância do que fazem nos resultados do mesmo.

Quer ver seu time pensando positivo?

Mostre a eles. Como alguém pode querer motivar os outros, sempre reclamando, achando que nada vai dar certo, pensando negativamente a toda hora?

Se quer ver mudança à sua volta, comece mudando a si mesmo. Como disse Gandhi, seja a mudança que você quer ver.

Isso requer muita disciplina, concentração e foco

Isso é liderar pelo exemplo.

Abraços e até o próximo post.

Saúde mental: Como você cuida da sua?

Saúde mental: Como você cuida da sua?

Como você cuida da sua Saúde mental?

Nos dias de hoje em que vemos a maioria das pessoas literalmente cultuando o físico em nome da saúde, que a meu ver tem muito mais a ver com um apelo estético extremado, padronizado pela sociedade e que leva as pessoas, principalmente os jovens a quase loucura, deixando de viver por muitas vezes, vidas realmente saudáveis, por se privarem de muitas coisas em nome dessa estética.

No entanto, falando de saúde física, existem várias recomendações de médicos, profissionais de saúde em geral, professores de educação física, personal trainers, etc, de como se deve agir, o que comer, quais tipos de exercícios se deve fazer, etc., para que se tenha uma perfeita saúde física e uma vida de bem estar. Recomenda-se o consumo de muita água, frutas, verduras e legumes, alimentação balanceada, prática de exercícios físicos regularmente, etc.

Quando falamos de saúde mental, quase sempre se fala de manutenção da sanidade ou fuga da insanidade. Nos dias em que vivemos e que todos tem acesso a um montante de informação incrível mas sem filtros, o que causa stress e falta de foco/atenção, trânsito caotico, mais atividades do que se acha que pode realizar, etc, etc, etc.

No caso da saúde mental, as recomendações são quase sempre as mesmas:

“Procure não se estressar”;

“Durma pelo menos 8 horas por dia”;

“Procure atividades de lazer”;

“Tente fazer meditação ou alguma outra atividade que te ajude a descansar a mente e relaxar”;

Enfim, as recomendações são muitas. É claro que as recomendações acima são importantes e certamente ajudam a manter a mente sã e melhoram a qualidade de vida. Sem sombra de dúvidas.

Mas, como o corpo físico, a mente também precisa de exercícios e alimentação de qualidade, balanceada.

Você tem exercitado sua mente?

Como e com o que você “alimenta” sua mente diariamente?

Procure pensar.

O que vejo diariamente são pessoas fugindo do ato de pensar, fazendo coisas superficiais, sem profundidade, copiando e colando conteúdo de sites da Internet, sem checar a credibilidade do autor ou mesmo seu nível de conhecimento/proficiência no assunto.

Fugimos tanto do ato de pensar que sempre que temos uma oportunidade de ficar em silêncio e refletir sobre qualquer coisa, buscamos imediatamente ver ou ouvir algo. Se estamos no trânsito e temos algum tempo para reflexão, ou simplesmente dirigir em silêncio para acalmar a mente, ligamos o rádio e ficamos literalmente “zapeando” entre estações de rádio.

Quando chegamos em casa, imediatamente sentamos na frente da TV, quase que automaticamente e ficamos vendo programas que normalmente não adicionam absolutamente nada às nossas vidas. Sem querer generalizar, mas isso é o que a grande maioria das pessoas faz.

Procuro exercitar a mente resolvendo problemas, pensando em projetos que ajudem à minha família e às pessoas a minha volta, como melhorar processos de trabalho, de estudo, etc. É assim que eu cuido da minha saúde mental.

Especialistas já comprovaram que aquelas pessoas que “exercitam” a mente, o raciocínio, tem menor propensão a sofrer de doenças mentais.

E quanto ao alimento da nossa mente?

A muito tempo deixei de assistir aos telejornais e ouvir noticiário nos rádios. Já fui chamado de alienado diversas vezes por causa disso, ou então ouço perguntas do tipo:

Como é que você se informa?

Acredito que temos que alimentar a mente com coisas boas, positivas, com informação relevante que vais nos trazer conhecimento e informação que pode ser utilizada no nosso dia a dia para adicionara valor às nossas vidas, ao que fazemos, aos nossos relacionamentos, etc. Não consigo enxergar qual o benefício de depois de um longo dia de trabalho, assistir aos noticiários falando sobre corrupção, mortes, acidentes de transito, falta de infra-estrutura, crise, alta de inflação, alta de juros, etc., ao invés disso prefiro ler um bom livro sobre prosperidade, motivação, liderança, transformação ou mesmo um bom livro de ficção, que no mínimo me ajuda a melhorar o vocabulário e me traz mais informação/conhecimento.

Moro em São Paulo, que é conhecida com a 5a. maior metrópole do mundo e certamente com um dos piores trânsitos do mundo. Sabedor disso, não consigo enxergar qualquer valor ou vantagem em dirigir de casa ao trabalho, ouvindo que a cidade está com 100 ou mais KM de vias congestionadas, que temos acidentes nas principais vias, que as marginais estão paradas, etc, etc, etc.

Isso não causa mais stress?

Isso não aumenta o nível de ansiedade?

Ao invés disso, prefiro ouvir boa música, ouvir áudio books ou simplesmente, dirigir em silêncio, pensando, refletindo, procurando respirar calmamente. Isso me deixa mais calmo, menos ansioso e me permite chegar no trabalho melhor, e ter um dias mais produtivo, mais efetivo.

Obviamente pratico exercícios físicos pelo menos 3 vezes por semana, o que me ajuda a manter a saúde física em dia e melhora o nível de sanidade mental.

Essas são as forma que encontrei de exercitar corpo, mente e de alimentar a minha mente com coisas boas e positivas.

E você…como anda a sua saúde mental?

Um abraço e até o próximo post.

Talento inato ou prática deliberada?

Talento inato ou prática deliberada?

Diariamente, nos programas de rádio e TV, nas revistas de negócios, esportes, moda, entretenimento, etc., ouvimos ou lemos sobre pessoas consideradas extraordinárias em suas áreas de atuação. Talento virou uma palavra tão comum, quase um clichê, que vemos elevadas ao posto de celebridades do dia para a noite, pesssoas que aparentemente não tem nenhuma habilidade especial. Não estou aqui tentando falar dessas pessoas.

Me refiro a talento quando falo de esportistas do porte de Ronaldo Fenômeno, Michael Jordan, artistas do porte de Bruce Springsteen, Beetles, Madonna, Michael jackson, etc., além de escritores do porte de J.K Rowling, Stephen King, Paulo Coelho, Oscar Schmidt, Ayrton Senna, etc. São dessas pessoas consideradas extraordinárias que estou tentando escrever aqui. Pessoas que notadamente produzem constante e consistentemente, algo acima da média.

Definição de Prática

“Prática é o ato de ensair um comportamento ou atividade repetidamente com o objetivo de melhorá-la ou dominá-la, como no ditado popular, “A Prática leva a perfeição”.”

Prática deliberada

Segundo Anders Ericsson, professor de psicologia da Florida State University, um dos maiores pesquisadores do assunto, prática delibera significa a prática constante de habilidades específicas, com o objetivo de superar ainda mais os limites de performance e qualidade, não importando o quanto se é bom naquilo que se faz. No caso dos esportes, podemos definir vários exemplos na história de medalhistas olimpicos que mesmo após deterem o recorde mundial, continuam treinando arduamente para melhorar seu tempo em 1 milésimo de segundo, acertar a cesta de basquete de uma distância um pouco maior, de um ângilo diferente, etc.

Costumamos nos referir a essas pessoas consideradas excepcionais de maneira quase celestial, como se considerando-os verdadeiros deuses, seres especiais, de outro planeta. Geralmente nos referimos ao seu nivel atual de habilidade, sem nunca nos atermos ao quanto ele trabalhou, praticou, repetiu, para atingir tal nivel de excelência. Particularmente me interesso muito pelo assunto alta performance, poder da mente, força de vontade, disciplina, etc. Me lembro de uma entrevista no fantástico com o médico francês que operou os 2 joelhos do Ronaldo Fenômeno e o reporter perguntou a ele se o Ronaldo tinha alguma característica genética especial, pelo fato dele ter sofrido 2 lesões tão graves, ter se recuperado e voltado a jogar em altíssimo nivel. O médico respondeu que na verdade a única coisa que o Ronaldo tinha diferente dos demais seres humanos era uma disciplina impressionante, uma força de vontade sem igual e um enorme poder mental de se manter focado no objetivo que era o de ficar bom e voltar a jogar. Citou ainda que diversas vezes ia visitá-lo no quarto de madrugada e lá estava o atleta fazendo fisioterapia. Obviamente, quando vimos o jogador novamente em campo com suas jogadas maravilhosas, imediatamente o classificamos como fantástico, fenômeno, etc., o que na verdade ele era. Me recordo de uma entrevista com Mike Tyson, no auge de sua carreira que falou que levantava todos os dias as 4 da manhã para treinar porque sabia que nenhum dos seus concorrentes estaria fazendo o mesmo.

Anders Ericsson acredita, baseado em suas pesquisas que na verdade, só se atinge o nível de excelência em algo, após 10.000 horas de prática deliberada, o que dá mais ou menos 3 horas diárias de prática durante 10 anos. Se olharmos as histórias de artistas famosos, esportistas, políticos, que atingiram um nível de excelência que os deixou conhecidos e admirados mundialmente, chegaremos mais ou menos aos números do Dr. Anders Ericsson.

Na verdade, não tem segredo. Para escrever, tem que primeiro ler, para escrever melhor, tem que escrever diversas vezes e revisar um maior número de vezes. Para falar bem em público, tem que praticar muito, para atuar bem, tem que praticar muito. Para ser bom em qualquer coisa que se faça, tem que praticar, praticar e praticar.

Acredito que principalmente no nosso país, por causa da nossa cultura, desde a mais tenra infância, estamos muito habituados a ouvir que não é possível fazer, não importa o que. Vejo no dia a dia, as pessoas fazendo um esforço enorme e gastando uma energia incrível para justificar o porque não fazer algo, ao invés de buscar as razões e o que é necessário para fazer. Os nosso ídolos estão tão acima de nós, nas nossas convicções e considerações, que acreditamos, na maioria das vezes, e aqui obviamente não estou generalizando, que não é possível atingir o nivel deles. Geralmente utilizamos frases como “Ele tem mais tempo”, “Ele tem outras condições e outro ritmo de vida”, e a mais comum “Eu não consigo fazer isso”.

Lí recentemente a biografia de Nelson mandela. História fantástica.

Como ele se tornou um líder maravilhoso?

Praticando, praticando, praticando. Durante os seus anos de prisão, ele ao invés de  simplesmente nutrir sentimentos de ódio por seus opressores, praticou diariamente, paciência, tolerência, compreensão, sabedoria, perdão, fé e estudou muito, política, economia, direito local e internacional, histórias de grande líderes mundiais, sobre guerra e guerra de guerrilha, estratégia, etc.

O assunto é tão interessante que poderia ficar escrevendo páginas e páginas a respeito. O objetivo do texto é conclamar às pessoas a se livrarem de suas limitações, físicas, mentais, etc., a acreditar mais em sí mesmas, buscar conhecimento, informação sobre aquilo que se quer atingir, estudar e praticar, praticar, praticar. Leiam histórias que lhes tragam inspiração, tentem entender como eles chegaram lá, o que eles fizeram, o que leram, o que viram ou assistiram. Procure informações sobre a carreira de Ted Williams, Michael Jordan, Michael Jackson, sobre o começo da carreira dos beatles, Ronaldo Fenômeno, Steve Jobs, Ricardo Semler, Oscar Shmidt, Ayrton Senna, etc.

Para muitos, sucesso está diretamente ligado ao montante que se tem na conta, mas acredite, isso é somente consequência de uma carreira bem sucedida. Sucesso é muito mais que isso.

Vamos pensar menos em dons inatos e praticar mais de maneira deliberada?

Um grande abraço e até o próximo post.

Como você aproveita seu tempo livre?

Acho que a melhor forma de começar esse texto é com a pergunta:

O quê você considera tempo livre?

Li o livro do Abilio Diniz, fundador do Grupo Pão de Açúcar e em uma passagem do livro ele fala que ter liberdade, na verdade é ter total controle sobre a agenda. Não sei se concordo plenamente, mas certamente, não discordo.

Estou eu aqui, na espera de um pronto socorro, por quase 2 horas e navegando entre uma coisa e outra. Lendo artigos no LinkedIn Pulse, olhando meu Gmail quando literalmente “popam (de pop up)” notificações no tablet e desviando minha atenção para os emails corporativos que são notificados no meu smartphome.

Isso significa que não estou com a mente descansando ou simplesmente vagando, o que seria quase impossível, dado o local onde me encontro, mas ao mesmo tempo, não estou necessariamente focado em nada, porquê estou com a atenção sendo desviada a todo momento.

No ritmo atual em que vivemos, é quase impossível termos “tempo livre”, porque a miríade de informações a que somos submetidos, bem como as interrupções constantes nos trazem essa sensação de estresse constante e também, certa angustia. Muitas vezes, me sinto improdutivo, embora tenha a sensação de não parar 1 minuto sequer. A sensação de improdutividade, traz frustração e obviamente, mais stress. Tenho convicção de que embora sofra constantes interrupções, é responsabilidade minha organizar minha agenda e priorizar minhas atividades de maneira que possa claramente cumprir com minhas atividades e me tornar produtivo, de maneira que possa definitivamente eliminar essa sensação de frustração e todos os malefícios advindos dela.

Mas que é difícil se preparar física e mentalmente para isso, ah, isso é.

E olha que estudo assuntos como produtividade, gestão do tempo/atividades, poder da mente, etc., a mais de 10 anos, o que não desenvolvi ainda foi a disciplina necessária para fazer isso de maneira constante e consistente

Alguma dica?

Evento Motivador

Evento Motivador

Toda e qualquer mudança na nossa vida tem um Evento Motivador.

Mudar de casa, de trabalho, de namorada(o), de caminho, mudar o rumo da vida, não importa qual seja a mudança que se pretenda fazer na vida, aconteceu alguma coisa antes de se tomar essa decisão que nos motivou a fazer isso.

O Evento Motivador é algo tão presente em nossa vida, no nosso dia a dia, que até mesmo para fazer aquilo que fazemos todos os dias, até mesmo as rotinas cotidianas, tem um evento motivador. Seja o sorriso do filho ou da esposa, seja um sonho que tivemos, seja um objetivo a ser alcançado, não importa, sempre temos algo que nos motivou a viver mais uma dia do mesmo jeito, ou de forma totalmente diferente do dia anterior.

Muitas pessoas são auto motivadas, criam seus eventos motivadores todos os dias, todas as horas, sonham, criam novos desafios, imaginam mudanças em suas vidas e nas vidas das pessoas a sua volta, algumas pensam em mudar o mundo, outras pensam em mudar o seu mundo e tudo isso os motiva a dar o próximo passo, a fazer a mudança que a tanto tempo se espera. As vezes é relacionado á saúde, as vezes aos relacionamentos pessoais e profissionais, as vezes à familia, as vezes uma indignação, as vezes é simplesmente uma mudança de rotina, como forma de “enganar” a mente e criar um novo hoje, uma nova realidade. Temos que achar diariamente os nosso eventos motivadores, para darmos o próximo passo, para buscarmos crescer como seres humanos, como membros da sociedade, como profissionais, como filhos do mundo.

Muitas vezes, você chega no trabalho ou em casa com “aquele” brilho no olhar, com “aquele” sorriso, com “aquela” vitalidade e isso muda também a realidade das pessoas à sua volta, muda o seu ambiente.

Todos nós podemos criar nosso eventos motivadores, todos nós podemos mudar o nosso “hoje”, o nosso mundo. Todos nós podemos nos condicionar a isso, como nos condicionamos a tantas outras coisas. Como ir diariamente ao trabalho, comer, beber, falar com as pessoas. Todos nós deveríamos fazer isso, deveríamos sempre observar à nossa volta o quanto somos previlegiados e felizes, com o que temos, o que somos, etc.

O evento Motivador pode ser simplesmente um desconforto. Alguns especialistas aconselham que todos os dias, façamos algo que nos deixa desconfortáveis, como uma forma de dizer à mente que sim, você pode controlá-la, você pode mudar os seus “arquivos” mentais e tornar coisas consideradas desconfortáveis em coisas confortáveis, que a decisão é e será sempre sua.

Pense nisso!!!

Que mudança você fará na sua vida hoje?

Qual o seu evento motivador de hoje?

Um abraço e até o próximo post.

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